Presença feminina na magistratura

Em artigo publicado neste domingo (14), o site Consultor Jurídico (Conjur) fala sobre a representatividade feminina no Judiciário, retratada por uma pesquisa realizada pela Comissão de Mulheres da Associação dos Juízes Federais, entre julho e agosto do ano passado.
O estudo, que colheu opiniões de 185 magistradas federais, revela que, para 86% das entrevistadas, a representatividade feminina ainda é baixa. Dentre os fatores que contribuem para isso são a dupla jornada da mulher (93% das respostas) e a falta de apoio de maridos ou companheiros quando é preciso se mudar de cidade (83% das respostas).
Em suas respostas, 74% das magistradas afirmaram que mulheres têm mais dificuldades para ocuparem lugar na segunda instância, porque: menos mulheres se candidatam (53% das respostas); desembargadores se identificam com candidatos do sexo masculino (52% das respostas); e juízes do sexo masculino costumam ter mentores, o que facilita o acesso aos tribunais de segunda instância (41% das respostas).
Em entrevista à ConJur, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Jayme de Oliveira, justificou a baixa presença de mulheres no segundo grau ao “momento histórico do país”, pois há 20 anos as mulheres sequer prestavam concurso para magistratura.
“Nos últimos 25 anos, a cultura mudou e as mulheres ocupam todos os espaços e profissões, foi um avanço cultural extraordinário. Só que a carreira tem um tempo para ser percorrida, então, daqui alguns anos, essas juízas que ingressaram na década de 1990 vão começar a chegar aos tribunais. Vai chegar um momento em que nós vamos ter mais mulheres nos tribunais que homens porque elas têm entrado mais na carreira que eles”, detalhou.
A partir das informações e opiniões cedidas pelas magistradas, a Comissão diversas propostas à Associação dos Juízes Federais que visam ao aumento da participação feminina em todas as instâncias do Judiciário.




