O Espiritismo foi a religião que mais cresceu entre os magistrados nos últimos 20 anos. Esta foi uma das constatações da pesquisa "Quem somos. A Magistratura que queremos”, lançada em fevereiro pela AMB, com o objetivo de mostrar o perfil da Magistratura brasileira. A religião aparece como a segunda mais praticada entre os magistrados em todas as instâncias da jurisdição, ficando atrás apenas do Catolicismo.

Os dados apontam que o espiritismo representa 13,9% entre juízes de primeira instância, 12,1% entre juízes de segunda instância, 16,19% entre juízes e desembargadores aposentados e 7,1% entre ministros de Tribunais Superiores. Na sondagem da entidade realizada em 1996, os magistrados espíritas representavam 11,2% na primeira instância, ocupavam o terceiro lugar entre juízes de 2º grau 4,6% e 7% entre juízes e desembargadores aposentados. (7%). Já entre os ministros dos Tribunais, a religião sequer era citada.

Para o secretário-adjunto de Cultura da AMB e presidente da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas (Abrame), Kéops de Vasconcelos Amaral, o resultado da pesquisa reforça que a religião é a que mais vem crescendo proporcionalmente no País. “Encaramos o resultado com muita satisfação. Os números demonstram que houve um crescimento significativo, embora não haja no espiritismo a preocupação com o proselitismo”.
Nesse contexto, ele afirma que é expressivo a Abrame aparecer na pesquisa entre as cinco associações que os magistrados mais têm se filiado.

“Procuramos desenvolver atividades que levem o magistrado a uma reflexão acerca de sua postura perante os jurisdicionados, a sociedade e o mundo”, explicou Kéops.

Abrame

Fundada em 1999, a Abrame tem mais de 600 associados de todas as esferas estadual, federal, trabalhista e militar e instâncias da Justiça com representação em todos os Estados.

Neste ano, a instituição comemora 20 anos de fundação com a realização do X Congresso Brasileiro de Magistrados Espíritas, que ocorrerá em Maceió (AL), de 26 a 28 de setembro. O tema principal do evento será ‘A Magistratura na Construção da Paz’.

Para mais informações, acesse o site da Abrame.

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