Magistrado referência no campo do Direito Internacional e Direitos Humanos

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lamenta a morte do jurista Antonio Augusto Cançado Trindade, aos 74 anos, neste domingo (29), em Brasília-DF. Ele foi juiz e presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, membro da Corte Permanente de Arbitragem. O renomado magistrado foi o primeiro brasileiro a ser reeleito para Corte Internacional de Justiça, em Haia.

Cançado Trindade era professor emérito da Universidade de Brasília e do Instituto Rio Branco, membro do Institut de Droit International e da Academia Brasileira de Letras Jurídicas.
Formado em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1969. Tornou-se mestre e doutor em Direito Internacional pela Universidade de Cambridge.

Na trajetória profissional dele, deixou numerosas obras dedicadas ao direito internacional e aos direitos humanos. Por sua vasta experiência, conquistou diversos prêmios e admiração de seus pares ao redor do mundo.

A presidente da AMB, Renata Gil, esteve com o jurista antes dela visitar a Corte Interamericana de Direitos Humanos na Costa Rica, em 2013.

“Ele foi um grande representante do Brasil internacionalmente, ardoroso defensor dos direitos humanos. Deixou um grande legado para o Judiciário”, lamentou.

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