Mantida a pena de 27 anos ao executor de Dorothy Stang
A justiça do Pará manteve a pena de 27 anos de prisão a Rayfran das Neves Sales, acusado de executar a missionária Dorothy Stang, de 73 anos, em fevereiro de 2005. Como o réu recebera a primeira condenação superior a 20 anos de reclusão, ele obteve direito a protesto por novo júri, garantido pela legislação penal brasileira.
Durante o interrogatório no Foro Criminal de Belém (PA), o acusado disse que era ameaçado pela vítima. Em resposta a uma das perguntas feitas pela promotoria, Neves disse que não ameaçou ou ameaçava a missionária de morte. "Era eu que estava sendo ameaçado por ela", disse.
Rayfran confirmou ter matado Dorothy, mas negou que o crime tenha sido cometido a pedido de outra pessoa. “Não houve mando”. O acusado, no entanto, se recusou a dar detalhes de como cometeu o crime. Para a acusação, a versão apresentada pelo pistoleiro no julgamento é uma estratégia da defesa para tentar inocentar os fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura e Regivaldo Pereira Galvão, apontados como mandantes do crime. Moura já cumpre 30 anos de reclusão e deve enfrentar o júri pela segunda vez amanhã, dia 25 de outubro.
Outro acusado de participar do assassinato - Clodoaldo Carlos Batista - já recebeu pena de 17 anos de prisão, que está cumprindo.
São acusados de mandar matar a missionária os fazendeiros Regivaldo Pereira Galvão - que obteve um hábeas para aguardar o julgamento em liberade - e Vitalmiro Bastos de Moura.




