Mais de mil alunos do Paraná conhecem projeto Justiça se Aprende na Escola
O programa Justiça se Aprende na Escola, desenvolvido no estado do Paraná e inspirado no projeto Cidadania e Justiça Também se Aprendem na Escola, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), já foi apresentado a 1.309 crianças paranaenses. Os alunos da 4ª série de 14 escolas municipais do estado conheceram o programa em agosto deste ano.
De acordo com o coordenador do programa paranaense e do projeto da AMB, Roberto Bacellar, o retorno que as crianças proporcionam é extremamente gratificante. “É uma experiência maravilhosa. Elas nos recebem muito bem e expressam o desejo de serem advogados, juízes”, comenta.
Uma das atividades que integram o Justiça se Aprende na Escola é a visita ao Tribunal de Justiça (TJ). Durante a experiência, as crianças aprendem, com um magistrado, a importância das simbologias existentes na Justiça, a história do TJ e as funções do Poder Judiciário. “Elas visitam o Museu da Justiça e perguntam, principalmente, sobre o porquê da venda, da espada e da peruca que os juízes ingleses usavam”, conta Bacellar.
Nas escolas, são realizadas apresentações de advogados, promotores e de estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), que sanam dúvidas das crianças e também dos professores. “Nós explicamos para elas que não é preciso usar da violência, falamos de conciliação, mostramos seus direitos”, conta Bacellar.
Os professores das escolas procuram abordar os temas discutidos por meio de peças teatrais, músicas, jogral, desenhos, dança e júris simulados, baseados em cartilhas sobre justiça, cidadania, adoção, juizados especiais e Estatuto da Criança e do Adolescente.
Segundo Roberto Bacellar, o projeto superou as expectativas, principalmente porque as crianças são multiplicadores das informações que aprendem sobre cidadania e justiça. “Nós fazemos uma brincadeira, um paralelo com o que acontece na Justiça, e eles entendem, aprendem mesmo e levam para casa para contar para os pais. O retorno é muito positivo”, diz.
O magistrado aposta que trabalhar essas questões com as crianças ajuda na construção de uma sociedade melhor. “Você forma a cabeça delas com brincadeiras, contando historinhas. Trabalhar com cidadania e criança é muito maravilhoso”, fala.
História
O projeto nacional foi lançado oficialmente em 1993, quando foi posto em prática no Paraná, com a publicação da Cartilha da Justiça em Quadrinhos. Quatro anos depois, em 1997, a idéia passou a ser difundida em todo o país com o nome de Cidadania e Justiça Também se Aprendem na Escola. A iniciativa surgiu para levar às crianças e jovens conhecimentos sobre seus direitos e deveres e a estrutura, as atribuições e o acesso ao Poder Judiciário, de forma clara, fácil e divertida.




