Magistratura mais humana: Museu do STF expõe o protagonismo de Juízes na luta pela cidadania

“É muito interessante ver o quanto a entidade se importa com a história, especialmente no que tange a conexão da Magistratura com a atividade cidadã”, disse a Vice-Presidente de Direitos Humanos da AMB, Joriza Magalhães Pinheiro
No Museu da Suprema Corte, a exposição “Magistratura Cidadã” evidencia ainda mais a humanidade de juízes de diversas comarcas do Brasil em sua missão de assegurar os direitos da população. São ações que percorrem a jornada – “da Normativa constitucional à efetivação dos direitos sociais”. Memórias – as costuras de fatos marcantes – compõem a história da Justiça. A força do associativismo dá ainda mais brilho ao Poder Judiciário.
"A história da AMB retratada no museu do STF homenageia a todos que contribuíram para o fortalecimento do movimento associativo, indispensável para garantia dos predicamentos da Magistratura", ressaltou a Tesoureira da AMB, Juíza Maria Isabel da Silva, responsável pela mostra da entidade.
A diretoria da AMB realizou uma visita institucional para contemplar o Museu do STF.
“É muito interessante ver o quanto a entidade se importa com a história, especialmente no que tange a conexão da Magistratura com a atividade cidadã, que para além de julgar processos e resolver conflitos se preocupa com questões sociais, e busca por meio de diversas iniciativas atingir a coletividade, alcançar as pessoas e auxiliá-las no seu desenvolvimento como humanos e detentores de direitos”, comentou a Vice-Presidente de Direitos Humanos da AMB, Joriza Magalhães Pinheiro.
Os Magistrados percorreram os corredores rememorando os acontecimentos que trouxeram a Magistratura e o Judiciário aos dias atuais.
Para a Presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), Euma Tourinho, “há uma simbologia muito grande nessa visita. Primeiro porque nós conquistamos um lugar que até então era fechado ao associativismo. Antigamente, as associações sequer tinham voz nas sessões, e hoje nós vemos presidentes de entidades - sejam em nível nacional ou estadual -, tendo a palavra em cerimônias de posse e outras solenidades. Ver esse movimento dentro de uma Corte de Justiça, sendo esta a Corte máxima do país, demonstra o fortalecimento dos juízes brasileiros, e mais do que isso, que alcançamos patamares nunca vistos antes”, destacou Euma Tourinho.
Acervo
O acervo do Museu da Suprema Corte conta com cerca de 1,2 mil peças e aproximadamente 78 mil fotos que contam a jornada histórica da Justiça no Brasil, como as réplicas das Varas Vermelha e Branca utilizadas no Brasil Colônia, as quais deram nome às serventias judiciais ocupadas pelos magistrados; a miniatura da embarcação “Tribuna, a Justiça vem a bordo”, um tribunal móvel pertencente a Justiça Itinerante fluvial do Amapá, entre outros objetos marcantes.
De acordo com o Presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Pará, Líbio Araújo, “é fundamental conhecer a história do STF e da Magistratura brasileira. É importante que cada associação venha conhecer este espaço, porque verá um pouco do seu estado representado. Eu, por exemplo, descobri que a primeira presidente de tribunal foi do Pará, o meu estado”, disse. “É essencial resgatarmos isso, pois transforma o nosso dia a dia”, finalizou o Magistrado.
Parceria
A mostra da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em parceria com o Museu do STF conta com o patrocínio do Banco de Brasília (BRB).




