Magistrados em formação conhecem a força do associativismo em encontro com a AMB

"Tudo que aconteceu na história da magistratura brasileira passou pela AMB", destacou o presidente da entidade
Mais de 70 juízes que participam do curso de formação da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), em Brasília, conversaram com a Diretoria da AMB sobre a importância do associativismo para o fortalecimento da Magistratura.
Os recém-empossados integram o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o Tribunal de Justiça do Paraná e o de Santa Catarina, e participam do Módulo Nacional de Formação Inicial da Enfam.
Durante a reunião, o presidente da AMB detalhou os benefícios oferecidos aos filiados, mencionando as iniciativas educacionais – como a ENM e o CPJ – e culturais, como o Enaje e os Jogos da Magistratura. Ele defendeu o associativismo, que oferece apoio aos magistrados e garante a defesa de suas prerrogativas.
"A AMB acolhe magistrados de todo o Brasil, com diferentes perspectivas e realidades regionais. Temos lutado para que a magistratura seja a mais coesa possível, orientando e acompanhando a vida dos juízes com muito sucesso. Tudo que aconteceu na história da magistratura brasileira passou pela AMB", afirmou o presidente Frederico Mendes Júnior.
Ele também enfatizou a responsabilidade e os desafios da carreira, destacando que a força da magistratura está no trabalho árduo de cada juiz. "É importante iniciar na magistratura com o compromisso firme, consciente das dificuldades e dos momentos bons e ruins, mas sabendo que esta é uma das profissões mais gratificantes", disse Mendes Júnior.

A integrante do Conselho Fiscal da AMB, Jussara Schittler, que atua em Santa Catarina, reforçou a importância da filiação à AMB, além das associações regionais. Para ela, o apoio jurídico e a atuação da AMB no CNJ e no Congresso Nacional são fundamentais para os magistrados. "Além das conquistas, evitamos muitas perdas graças à força das nossas entidades associativas. Dependemos cada vez mais delas para manter o Poder Judiciário forte, independente e atuante", afirmou.
Para a juíza, a nova turma traz uma renovação promissora à magistratura. "Eles estão extremamente preparados. Essa renovação é importante para mostrar que devemos estar sempre estudando e aprimorando", destacou.
A coordenadora da Justiça Estadual da AMB, Vanessa Mateus, também ressaltou a relevância do associativismo como "um espaço de acolhimento, onde todos estão unidos com o propósito de melhorar a magistratura, a imagem do Judiciário e as condições de trabalho dos juízes."
Patrícia Carrijo, vice-presidente de Valorização do Magistrado e de Políticas Remuneratórias da AMB, destacou as conquistas do associativismo para a independência da magistratura. "Ingressar na magistratura é um ato individual, mas a partir desse momento se torna uma jornada coletiva. Precisamos estar unidos para continuar evoluindo na nossa valorização", afirmou.

O secretário de Relações Internacionais da AMB, Geraldo Dutra de Andrade Neto, abordou a presença global da AMB, a maior associação de magistrados do mundo. Ele destacou o intercâmbio internacional promovido pela entidade: "Nossa atuação vai além da defesa da carreira no Brasil, temos legitimidade para participar de instituições internacionais, trocando experiências e aprendendo com colegas de outros países."
A juíza Stephanye Mazzari Pires (TJPR), uma das participantes do módulo inicial da Enfam, associou-se à AMB no segundo dia de exercício da nova profissão. "O início na magistratura envolve muitas descobertas, receios e anseios, e o associativismo surge como um porto seguro, um espaço de acolhimento e apoio. Com os constantes ataques à magistratura, a defesa unida do Poder Judiciário é imprescindível, e a AMB cumpre esse papel com maestria", afirmou.
Também estiveram presentes na reunião o diretor de Assuntos Legislativos da AMB, Fernando Bueno, o diretor-adjunto do CPJ, Clayton Maranhão, e o presidente da Ajuris, Cristiano Vilhalba Flores.
Henrique Bolgue (Ascom/AMB)




