Magistradas assassinadas são homenageadas em lançamento do Prêmio Patrícia Acioli 2021

"São casos de feminicídio que reforçam a necessidade de continuarmos com avanços de proteção à vida", afirmou Renata Gil
O 10º Prêmio AMAERJ Patrícia Acioli de Direitos Humanos foi lançado, nessa segunda-feira (02), em cerimônia virtual. A edição 2021 dá ênfase às ações de enfrentamento à violência contra a mulher, um "problema endêmico na nossa sociedade", de acordo com a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil.
"Esse é um momento em que as associações têm promovido as mudanças que queremos na sociedade, ao chamar a atenção do Poder Público para a deficiência de mecanismos de denúncias. A violência contra a mulher é uma questão de segurança pública, é a maior causa de acionamento do 190 no Rio de Janeiro e no Distrito Federal", alertou Renata Gil, que aproveitou para citar a campanha Sinal Vermelho. “Na AMB, criamos a Sinal Vermelho, que se tornou lei estadual e federal, na semana passada. A morte da nossa colega Viviane reforça a necessidade de que continuemos nos avanços necessários à proteção da vida”, completou.
O presidente da AMAERJ, Felipe Gonçalves citou as campanhas promovidas e apoiadas pela AMAERJ, no combate a violência contra a mulher. “Não admitimos qualquer ato de violência contra a mulher. Esta luta não é só da Associação dos Magistrados ou das mulheres brasileiras. É de toda a sociedade, de todos os cidadãos de bem, de uma coletividade que repudia a barbárie, a grosseria, a falta de educação, a desumanidade, a intimidação, o crime”, ressaltou.
Os nomes das magistradas Viviane Amaral e Patrícia Acioli foram lembrados durante o evento pelos participantes. A presidente da AMB aproveitou a ocasião para lembrar da sua convivência com a magistrada. "Patrícia, uma grande amiga, alguém que sempre me incentivou. Ela entendia que a associação deveria ser um espaço de proteção aos Direitos Humanos. O trabalho dela não era só um trabalho, era sua própria vida e em razão dele, ela perdeu a vida", lamentou Renata Gil.
Premiação
O prazo de inscrições no 10º Prêmio está aberto até a próxima segunda-feira (9). Os interessados em participar deverão enviar os trabalhos pelo site www.amaerj.org.br/premio e concorrer em uma das quatro categorias: Práticas Humanísticas, Reportagens Jornalísticas, Trabalhos Acadêmicos e Trabalhos dos Magistrados. As premiações para os três primeiros colocados dos três primeiros grupos, respectivamente, receberão de R$ 5 mil, R$ 10 mil e R$ 15 mil. Na categoria Trabalhos dos Magistrados, não haverá destinação de dinheiro, apenas entrega de troféus.
Os primeiros lugares de Práticas Humanísticas, Reportagens Jornalísticas e Trabalhos Acadêmicos receberão, cada um, R$ 15 mil; os segundos, R$ 10 mil; os terceiros, R$ 5 mil. Os três primeiros colocados ganharão troféus. Os demais finalistas serão homenageados com Menções Honrosas. Na categoria Trabalhos dos Magistrados, os três primeiros colocados receberão troféus, sem premiação em dinheiro.
Um júri integrado por especialistas de destaque nas quatro áreas selecionará os premiados. Haverá cinco finalistas por categoria.
Origem do Prêmio
Criado em 2012, o prêmio Patrícia Acioli de Direitos Humanos é um prêmio que celebra a memória da juíza Patrícia Acioli. Titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, ela foi morta em 2011, em Niterói, por policiais militares.




