"Estamos aqui hoje por conta de mulheres que trabalharam e lutaram por igualdade", afirma Renata Gil em evento comemorativo ao Dia Internacional da Mulher

Ao lado da ministra do Superior Tribunal Militar (STM) Maria Elizabeth Rocha e de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Congresso Nacional, a presidente da AMB, Renata Gil, participou de uma roda de conversa sobre os avanços e desafios femininos na nova década. Realizado nesta segunda-feira (9), em Brasília (DF), o evento foi comemorativo ao Dia Internacional da Mulher e organizado pelo escritório Sergio Bermudes Advogados, com apoio do Comitê SBA Mulher e do grupo Elas Pedem Vista, formado por advogadas que atuam no DF.
Renata Gil fez um breve histórico sobre a luta das mulheres e destacou fatos importantes que marcaram a igualdade entre os gêneros no Brasil e no mundo. Lembrou que Thereza Tang foi a primeira juíza do Brasil, assumindo o cargo em 1954. "Estamos aqui hoje por conta de bravas mulheres que trabalharam e lutaram por igualdade". Renata Gil ressaltou que foi precursora ao se candidatar e ser eleita à presidência da Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), marco que repetiu ao chegar ao mais alto cargo da AMB.
Ao falar ainda sobre a reduzida presença feminina no Judiciário, citou iniciativas do Poder que buscam mudar esse panorama, como o grupo de trabalho criado recentemente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) destinado a avaliar mecanismos para aumentar a participação das mulheres nos processos seletivos de ingresso na magistratura. “Somos minoria ainda e precisamos absorver o discurso da minoria. Ainda temos dificuldades de acesso e não sou eu que estou dizendo, elas são relatadas por pesquisas”, disse. Informou que a temática afirmativa tem sido debatida dentro da Associação, destacado o trabalho da Diretoria AMB Mulheres.
Ao comentar sobre a rotina intensa de trabalho, que obriga a magistrada a ficar longe de casa por muito tempo, diz que fez essa escolha conscientemente e por convicção. "Escolhi representar a minha classe, lutar por um Poder Judiciário independente e autônomo. Tenho esse ideal dentro de mim, vou cumprir a minha missão."




