O presidente da AMB, Jayme de Oliveira, recebeu, nesta quarta-feira (18), o ministro conselheiro e chefe do Departamento Político da Embaixada da República Popular da China, Qu Yuhui, acompanhado da segunda-secretária para assuntos políticos, Jia Ding.

Na reunião, que contou com a presença da diretora internacional da AMB e  presidente do Conselho Executivo da União Internacional de Juízes da Língua Portuguesa (UIJLP), Flávia da Costa Viana, o conselheiro agradeceu ao magistrado por ter participado da Conferência dos Presidentes dos Supremos Tribunais da China e dos Países de Língua Portuguesa, realizada na cidade chinesa de Guangzhou, de 24 a 30 de março.

O convite à missão internacional foi feito em 22 de março, por Qu Yuhui, em nome do embaixador Li Jinzhang.

“O doutor Jayme representou os magistrados brasileiros nesse evento que teve como objetivo a aproximação entre juízes chineses e os de países de língua portuguesa. Ficamos muito contentes em saber que ele tenha feito uma viagem tão proveitosa, que inspirou países tão diferentes, juridicamente e culturalmente, a ter ideias mais concretas de cooperação”, disse o ministro conselheiro e chefe do Departamento Político da Embaixada da China. “Esperamos que, no futuro, possamos estreitar ainda mais essa parceria”, complementou.

Conferência

A Conferência dos Presidentes dos Supremos Tribunais da China e dos Países de Língua Portuguesa teve como tema principal os “Desafios e transcendência – a Justiça na época da internet”. O objetivo do evento é ser um novo mecanismo de cooperação de intercâmbio judicial entre a China e o mundo lusófono.

Na ocasião - onde estiveram presentes representantes da Angola, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe -, Jayme de Oliveira destacou a importância de “estabelecer protocolos internacionais de cooperações específicas como, por exemplo, nas áreas de propriedade intelectual, de informatização e ambiental”.

O encontro propôs serem debatidos interesses comuns do Judiciário. Magistrados compartilharam pontos de vista a partir da atuação judicial em quatro pilares: informatização dos tribunais e construção de tribunais intelectuais; questões jurídicas atinentes à internet; o papel da Justiça na proteção dos recursos ambientais e o aperfeiçoamento de mecanismos de cooperação judiciária internacional.

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