Ao iniciar a sua palestra sobre “A Visão do Momento Econômico”, nesta sexta-feira (25), no XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados, o PhD em Economia pela Universidade de Cambridge, Eduardo Giannetti, comentou a greve dos caminheiros e disse que para garantir a sua presença teve que vir de carro de Natal.

O economista abordou o momento econômico brasileiro e foi taxativo ao afirmar que “a economia brasileira estava na UTI porque passou por uma recessão muito grave”. Segundo o palestrante, em 2017, começou-se uma recuperação lenta. “Esperava-se algo mais vigoroso, mas o fato é que nós saímos da recessão. Temos, agora, um período de normalização da economia e temos que construir as bases para ter um crescimento sustentável daqui para a frente. Isso, vai depender de mais investimento”, explicou.

Eduardo Giannetti disse, ainda, que para ter mais investimento no Brasil, é preciso enfrentar o problema fiscal. “O estado brasileiro drena uma fatia muito grande dos recursos gerados pela sociedade, a carga tributária do Brasil é muito elevada. O estado brasileiro tem um déficit, pois gasta mais do que arrecada”, salientou.

A Operação Lava Jato também foi citada pelo economista.  “Acredito que a Lava Jato é o principal acontecimento da atualidade no Brasil e nos coloca diante de uma possibilidade de mudança real no modo de fazer política no Brasil. É a grande contribuição que a Justiça no Brasil deu para que possamos colocar o estado brasileiro a serviço da sociedade”, frisou.

“Eduardo Giannetti é um dos grandes economistas do País, um homem de uma objetividade absoluta. Ele fez uma grande exposição sobre o momento atual que o País vive, analisou a greve dos caminhoneiros, fez a projeção possível do Brasil em pouco tempo e ressaltou que tudo vai depender da eleição que virá o ano que vem. Foi uma palestra realmente excepcional”, elogiou o coordenador da Comissão Científica da AMB, Regis de Oliveira.

Renata Brandão

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