A empregada doméstica Adriana de Jesus é considerada culpada pelo júri popular e condenada pelo assassinato da estudante Maria Cláudia. O Juiz Presidente do Tribunal do Júri de Brasília, João Egmont, levando em conta todos os agravantes e circunstâncias do crime, fixou a pena, ao todo, em 58 anos de reclusão, em regime, inicialmente, fechado.

A ré Adriana de Jesus foi condenada a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, 12 anos e seis meses pelo crime de estupro, 12 anos e seis meses pelo crime de atentado violento ao pudor, três anos pelo crime de ocultação de cadáver e à pena pecuniária de 15 dias-multa, à razão de 1/30 do salário minimo o dia multa, vigente à época do crime e monetariamente corrigido até a época do efetivo pagamento.

A sessão de julgamento de Adriana começou às 9h20 de ontem, 12, e só terminou agora, 5h10, depois de mais de dezenove horas de duração. O crime ocorreu em dezembro de 2004 e chocou a população de Brasília. Parentes, amigos e pessoas solidárias à dor da família lotaram o plenário do Tribunal do Júri e permaneceram no local até a leitura da sentença. Na sentença, o juiz lembrou os requintes de crueldade utilizados pelos acusados no momento do crime, descatando o ódio e a inveja que a ré nutria pela vítima e pela família.

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