Biblioteca do STJ é reinaugurada após obras de melhoria

Criada em 1946, a biblioteca é considerada o maior acervo de obras jurídicas do país
A Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi reaberta na terça-feira (5), na sede do Tribunal, em Brasília, após intervenções estruturais para a preservação do acervo, melhoria no acesso e condições de uso.
A AMB foi representada no evento pela vice-presidente de Assuntos Legislativos e presidente da Amaerj, Eunice Haddad; e pelo diretor de Assuntos Legislativos da AMB, Leonardo Trigueiro.
O acervo abarca todas as áreas do Direito, com ênfase em Direito Civil e Processual Civil, bem como Direito Penal e Processual Penal, e totalizando aproximadamente 170 mil documentos, entre livros, artigos de periódicos e coleções especiais.
Na solenidade de reabertura, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin informou que os espaços reservados da biblioteca para os magistrados serão ampliados.
“A missão da biblioteca é a jurisdição. Daí o atendimento aos juízes federais, há um setor próprio para isso. E faremos, também, um setor próprio para os juízes estaduais”, disse. Na apresentação, o presidente do STF fez referência ao apoio da AMB e Ajufe para a realização das melhorias.
A reabertura do acervo foi marcada, também, pela apresentação da Coleção Célio Borja, composta por cerca de 6 mil obras que pertenceram ao falecido ministro Célio Borja, do Supremo Tribunal Federal (STF), recentemente incorporada ao acervo da biblioteca.
A coleção reúne livros fundamentais do direito publicados do século XVII aos dias atuais. Entre os destaques da reabertura está o exemplar de Commentariorum Juris Civilis, impresso em 1562 na Universidade de Heidelberg, na Alemanha. O exemplar é uma raridade bibliográfica encadernada em pergaminho, que atravessou séculos como testemunho do pensamento jurídico ocidental.
Henrique Bolgue (Ascom/AMB)




