TJ-ES implanta teleaudiência com presos até o final de novembro

Sílvia Gonçalves

repórter da Assessoria de Comunicação

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O Poder Judiciário do Estado sai na frente na implantação da audiência digital. Por determinação do presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, desembargador Jorge Goes Coutinho, os técnicos do TJES já prepararam toda a estrutura para a instalação do sistema de comunicação à distância, que vai permitir a realização de audiências com presos sem que eles precisem ser deslocados dos presídios até os Fóruns.

De acordo com o diretor de tecnologia do Tribunal de Justiça, Victor Murad Filho, os equipamentos já foram adquiridos e devem estar
disponível ao Tribunal de Justiça até o final de novembro. Com a implantação do sistema, o Poder Judiciário do Estado, torna-se pioneiro da nova lei de segurança, aprovada pelo Senado Federal
na semana passada, que torna regra geral o uso da teleaudiência nos interrogatórios e nas audiências judiciais.

A preparação para a implantação da audiência digital no Poder Judiciário capixaba vem acontecendo desde março deste ano, quando foram realizados testes com a instalação de um link entre o Fórum de Viana e o Tribunal de Justiça, permitindo a realização de audiências simuladas. "O Poder Judiciário previu as vantagens do novo sistema e saiu na frente", afirmou Murad.

Um dos destaques do sistema de audiência digital desenvolvido pela Justiça capixaba, é a tecnologia utilizada nos equipamentos, que vai garantir alta definição de imagem e som. "Os juízes aprovaram o sistema, a imagem é cristalina e permite a visualização de todas as
expressões corporais", destacou o diretor de tecnologia.

Os aparelhos foram adquiridos em regime locação, o que vai garantir economia para os cofres públicos, já que do aluguel dos aparelhos tem um custo inferior ao que o governo do Estado gasta com o combustível usado no transporte de presos durante um mês, isso sem falar na segurança. "É um investimento para garantirmos uma Justiça mais rápida e eficiente", afirmou o presidente Jorge Goes Coutinho.

Atualmente,  a prática para ouvir o acusado é transportá-lo até o Fórum. De acordo com o presidente Jorge Goes, cerca de 60% da
audiências são adiadas devido a problemas ocorridos no eslocamento
dos presos. Com o implantação da audiência digital, não haverá a necessidade de deslocamento do réu, o que garante economia de tempo na tramitação processual.

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