AMB reforça importância do associativismo na luta pelas prerrogativas para novos Magistrados do TJBA

A maneira que temos de mantê-la (Magistratura) em pé é é por meio das entidades associativas", disse o Presidente Frederico Mendes Júnior durante curso de formação da Enfam
Nesta quinta-feira (3), durante o Módulo Nacional de Formação Inicial, na sede da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), em Brasilia-DF, o Presidente da AMB, Frederico Mendes Júnior, tratou da importância do associativismo para o fortalecimento da Magistratura brasileira.
O encontrou reuniu 61 novos juízes do Tribunal de Justiça da Bahia.
"A carreira da Magistratura se desestruturou muito com o passar dos anos. A maneira que temos de mantê-la em pé é por meio das entidades associativas", avaliou Magistrado que acrescentou ainda: “O legado que a gente pode deixar é uma Justiça melhor”.
Na ocasião, o Juiz Frederico Mendes Júnior destacou que a AMB é a maior defensora dos direitos da Magistratura, sendo também a maior litigante no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “A nossa vida não é só ajudar o Magistrado quando ele precisa, mas ser um ponto de contato, estabelecer diálogos entre juízes de todo os lugares”, disse.
De acordo com a Enfam, a Formação Inicial abrange uma ampla gama de temas essenciais para a atuação dos Magistrados, incluindo ética, direitos humanos, mediação e conciliação, justiça restaurativa, entre outros. Além disso, o currículo inclui tópicos relacionados à gestão, visando o bom funcionamento das varas judiciais onde os Juízes exercerão suas atividades.
“A expectativa é que essa formação proporcione a magistradas e magistrados uma sólida base de experiência prática, permitindo atuar com imparcialidade e aplicando o conhecimento teórico e prático adquirido durante o curso. A diversidade dos participantes também pode contribuir para uma visão mais abrangente e inclusiva na atuação judiciária”, descreve a entidade.
Perfil dos novos Magistrados
A faixa etária dos participantes do curso de formação do TJBA variou entre 28 e 30 anos, 50 estão na faixa etária entre 31 e 40 anos, dez têm entre 40 e 50 anos. Quanto à representatividade de gênero, 26 integrantes são mulheres, enquanto 35 são homens, não havendo participantes de outro gênero declarado.
Em relação ao pertencimento racial, os dados mostram uma diversidade, com 42 pessoas se identificaram como brancas, 13 como pardas, quatro como pretas – ou seja, 17 negras, e duas não responderam a essa questão. Não houve participantes que se autodeclararam como amarelos ou indígenas. A diversidade se estende também aos sistemas de cotas, com uma pessoa com deficiência (PCD).
Além do Presidente da AMB, participaram o encontro a Vice-Presidente para Assuntos Administrativos da AMB, Julianne Marques; o Secretário da AMB, Carlos Alberto Martins Filho; a Coordenadora da Justiça Estadual da AMB, Vanessa Ribeiro Mateus; e o 1º Vice-Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) e ex-presidente da FLAM (Federação Latino-Americana de Magistrados), Desembargador Walter Barone.
Paula Andrade (Ascom/AMB)




