A presidente interina da AMB, Maria Isabel da Silva, que é vice-presidente Administrativo da entidade, coordenou a oficina que tratou dos planos de saúde de autogestão de tribunais durante o 1º Seminário sobre a Saúde de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A entidade apoiou o evento, que foi realizado nesta quinta-feira (28), na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

Segundo a magistrada, o evento busca identificar as ações implementadas nos tribunais voltadas à saúde dos magistrados e servidores.

A oficina coordenada pela magistrada apurou as principais características dos planos de saúde, na modalidade de autogestão, criados  no âmbito do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (Bahia) e Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas), de forma a subsidiar o Comitê Gestor Nacional de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário, criado pelo CNJ e do qual a AMB faz parte, em eventual sugestão aos tribunais para implementação de planos de assistência assemelhados.

Também participou do evento a juíza Elbia Araújo, presidente da Amab, que representou a AMB em outra oficina que tratou sobre o adoecimento de magistrados e servidores. Ela destacou a importância do seminário e avaliou que o assunto é extremamente sensível, principalmente devido ao momento pelo qual a Magistratura passa atualmente. A magistrada apresentou na oficina dados relacionados ao tema da pesquisa “Quem somos. A Magistratura que queremos”, realizada pela AMB, além de estatísticas do Judiciário baiano apontando quais são os principais motivos de afastamento de magistrados por problemas de saúde no estado.

Foi destacada na atividade, segundo ela, a necessidade de se compreender o que está por trás do adoecimento dos magistrados, quais são as causas, e como o trabalho pode agravar essa situação. “Debatemos também que é preciso investir na atenção à saúde dos magistrados que não estão doentes para que eles continuem saudáveis. Isso não é um gasto, é investimento, e os tribunais devem pensar a questão nessa perspectiva”, finalizou. Os participantes dessa atividade destacaram, ainda, a importância de avançar na realização dos exames periódicos de saúde nos tribunais, entre outros temas.

Acompanharam o seminário os presidentes de associação regionais Thiago Brandão (Amapi), Danniel Bomfim (Asmac), Elayne Cantuária (Amaap), além de Edmundo Franca, assessor da presidência da AMB.

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