A secretária de Gênero e da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar da AMB, juíza Patrícia Cunha, representou a entidade, nesta sexta-feira (22), em conferência que destacou o papel da mulher e a desigualdade de gênero no Judiciário Federal.

O evento, realizado em São Paulo, foi coordenado pelo Tribunal Regional Federal da 3º Região (TRF-3) e teve a participação da baronesa Helena Kennedy, diretora da instituição internacional de juristas IBAHRI (International Bar Association’s Human Rights Institute). A secretária-adjunta de Relações Internacionais da AMB, Flavia da Costa Viana, também participou do evento. Ela vem trabalhando em projetos internacionais da IBAHRI desde 2016, intermediou o contato com a organização internacional e contribuiu para concretização do evento.

Para a secretária de Gênero, o evento trouxe elementos significativos acerca da realidade no Reino Unido, traduzindo a coincidência dos problemas enfrentados pelas mulheres britânicas, apesar do nível de desenvolvimento social. “Foi um debate construtivo e que nos mostrou que é muito importante a mobilização da sociedade para que a desigualdade de gênero seja neutralizada, imputando à sociedade a incumbência e responsabilidade para a erradicação da divisão social do trabalho”, contou a magistrada.

A magistrada paranaense Flavia da Costa Viana exaltou o trabalho da jurista britânica e reforçou o oportuno momento de reflexão. “Foi um enorme prazer contribuir para a concretização desse evento no TRF-3, em São Paulo. Receber a Baronesa Helena Kennedy, diretora do International Bar Association’s Institute for Human Rights e uma das advogadas mais proeminentes da Grã-Bretanha, foi uma verdadeira honra para todos nós. Sua conferência foi brilhante e nos trouxe ainda mais elementos para a tão necessária reflexão a respeito da representatividade feminina no Poder Judiciário, dentre outras questões referentes a gênero na atividade judicial. O intercâmbio internacional de conhecimento e experiências é sempre muito enriquecedor”.

Em sua participação na mesa de abertura, Flavia da Costa Viana comentou a respeito das atividades internacionais referentes à temática, principalmente aquelas que ela desenvolve junto à Rede Global de Integridade Judicial da Organização das Nações Unidas.

Durante o evento outros pontos também foram destacados, como o elevado número de mulheres na Magistratura e as poucas ascensões profissionais delas dentro dos tribunais. “Precisamos buscar entender o porquê desse fato”, afirmou coordenadora do Comitê Gestor de Gênero e Raça do Ministério Público Federal, subprocuradora-Geral da República, Ela Wiecko.

O evento contou com o apoio do CNJ, da AJUFE Mulheres, da AJUFESP, do MPF, da International Bar Association e do Grupo Interinstitucional de Estudos sobre Igualdade de Gênero no Poder Judiciário e do Ministério Público do Paraná.

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