AMB participa de ato em defesa da Justiça do Trabalho

A AMB participou de ato em defesa da Justiça do Trabalho, na manhã desta segunda-feira (21), em frente ao Fórum Ruy Barbosa, na zona oeste de São Paulo. A mobilização foi articulada por entidades representativas no início deste ano diante das declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a possível extinção da Justiça do Trabalho. O protesto aconteceu em pelo menos outros nove estados.
O vice-presidente de Assuntos Legislativos Trabalhistas da AMB, Maurício Drummond, representou o presidente da entidade, Jayme de Oliveira, que cumpria agenda institucional em outro estado. “A AMB reafirma a defesa ao ‘fortalecimento’ da Justiça do Trabalho, reconhecendo os seus excelentes serviços prestados a cidadania e a democracia no país desde 1946. Defende ainda a especialização, como um dos métodos de alcance à celeridade na prestação jurisdicional”, disse Drummond.
O coordenador da Justiça do Trabalho, Diego Petacci, afirmou que o ato se configura importante movimento em defesa de um ramo imprescindível do Judiciário Brasileiro, conhecido por sua celeridade e pela efetivação dos direitos sociais. “A extinção da Justiça do Trabalho representaria inegável retrocesso na tutela dos conflitos individuais e coletivos no mundo do trabalho, em prejuízo para toda a sociedade, empregados e empregadores. A AMB está irmanada com as demais entidades da Magistratura nacional e da sociedade em defesa da manutenção da Justiça do Trabalho”, acrescentou.
Para o coordenador da Justiça Estadual, Frederico Mendes Júnior, a Justiça do Trabalho faz parte do patrimônio do cidadão brasileiro, tendo como principal clientela a população mais carente. “A AMB é totalmente contrária a ideia de sua extinção, conforme já afirmou o presidente Jayme de Oliveira em nota. E não poderíamos deixar de participar desse ato inaugural em defesa da Justiça do Trabalho.” Ele explica que o movimento busca informar e apresentar argumentos para a classe política sobre a importância e funcionamento desse importante ramo do Judiciário.
No dia 4 de janeiro deste ano, a AMB divulgou nota pública defendendo o “fortalecimento” da Justiça do Trabalho. "O fato de se ter uma Justiça própria para as questões trabalhistas revela especialização necessária e em conformidade com a história do Brasil, tanto quanto acontece com as Justiças Militar e Eleitoral, características do modelo brasileiro", destacou a nota da entidade.
O juiz Farley Rodrigues Ferreira, presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região (Amatra-2), esclareceu que o ato é apartidário, informativo da sociedade e convencimento do Governo Federal. “Mas existe uma gravidade que é a possibilidade de um dos poderes da República atacar a separação dos poderes. Estamos certos de que o governo compreenderá nossa preocupação”.
Participaram também da mobilização em São Paulo o presidente da Anamatra, Guilherme Feliciano, Patrícia Maeda (presidente da Amatra-15), Antonio César Coelho (presidente da Amatra-14) e Edilaine Stinglin Caetano (vice-presidente da Amatra-9).




