Em mais um passo destinado a aproximar os magistrados da sociedade e ampliar o conhecimento das crianças em relação a direitos, deveres e formas de exercê-los, a AMB lançou, em 25 de maio, a edição especial comemorativa da Cartilha da Justiça, publicação em formato de gibi com informações sobre temas que envolvem o Judiciário. A revista foi apresentada durante o XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados, em Maceió (AL).

Sucesso há mais de duas décadas, a cartilha que rodou o País ensinando noções básicas de Justiça e cidadania nas escolas brasileiras, traz novidades em seu conteúdo, adaptado para a nova realidade. Na nova versão o personagem “Brasilzinho” desperta no cidadão a consciência de seus direitos interagindo com temas que remetem diretamente ao dia a dia das pessoas como Bullying, Lei Maria da Penha, relações homoafetivas, guarda compartilhada entre outros, em uma narração lúdica e envolvente.

“A linguagem das crianças mudou, por tanto, a cartilha precisou se aperfeiçoar. Há 20 anos os desenhos passavam uma ideia diferente da de hoje. Por isso, o ‘Brasilzinho’ se adaptou, para conversar com essas crianças desse novo tempo”, disse Roberto Bacellar, coordenador do programa Cidadania e Justiça também se aprendem na escola, da Escola Nacional da Magistratura (ENM), da AMB, pontuando a necessidade de atualização, após 25 anos de existência da cartilha.

O material, que integra o programa Cidadania e Justiça também se aprendem na escola, já está presente em diversas escolas dos estados brasileiros e, em 25 anos, atingiu a marca de mais de 60 milhões de crianças e jovens atendidos. “É a realização de um sonho, mais uma semente plantada”, disse Bacellar.

Para o diretor-presidente da ENM, Marcelo Piragibe, esse é um importante trabalho social realizado pela entidade. “É fundamental que a sociedade entenda o nosso trabalho. É com muito orgulho que a gente reapresenta para a sociedade essa Cartilha da Justiça.”

Entendendo que as crianças também são consideradas agentes multiplicadores de informação, a iniciativa visa orientá-los para que esse conhecimento possa ser difundido aos amigos, familiares e à comunidade em geral. “Esperamos que esse trabalho, além de possibilitar a difusão dos conhecimentos de Justiça, também possa inspirar outras iniciativas que visem o fortalecimento de uma consciência mais concreta de direitos e deveres, fundamental ao exercício da cidadania”, ressaltou o presidente da AMB, Jayme de Oliveira.

Origem do programa – A primeira Cartilha da Justiça em quadrinhos foi publicada em 1992. A ideia de elaborar uma cartilha surgiu da constatação dos magistrados, durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, de que a maioria da população brasileira desconhecia as atribuições e o funcionamento do Poder Judiciário. Em 1993, o projeto foi lançado com o nome “Justiça se Aprende na Escola”. O programa busca a conscientização de professores, alunos e familiares sobre seus direitos e deveres como cidadãos, em palestras nas escolas públicas. Os profissionais levam noções da estrutura e funcionamento do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais serviços jurisdicionais.

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