AMB comemora a maior produtividade histórica do Judiciário nos últimos 11 anos

Aumento da produtividade em 2019 foi de 13%
O Poder Judiciário registrou no ano passado a maior produtividade desde o início da série histórica, em 2009. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (25), no relatório Justiça em Números 2020, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, afirmou que os números são motivos de orgulho e contribuem para a análise do trabalho realizado pelos membros do sistema de Justiça.
A produtividade da magistratura influencia diretamente no número de processos pendentes no Judiciário e na celeridade da Justiça. De acordo com o relatório, cada magistrado baixou a média de 2.107 processos em 2019. Isso quer dizer que cada juiz, desembargador e ministro solucionou 8,4 casos por dia útil, sem descontar períodos de férias e recessos. A produtividade dos magistrados teve um aumento de 13% no último ano.
Os servidores também apresentaram melhora. Cada um deles baixou, em média, 175 processos. Trata-se de um aumento de 14,1% da produtividade quando comparado com 2018.
De acordo com Renata Gil, os altos índices de produtividade do Poder Judiciário -que incluem mais de 11 milhões de sentenças proferidas, 500 milhões de atos praticados e R$ 500 milhões destinados ao combate do Covid-19–foram constatados graças às diretrizes do CNJ e à entrega de ferramentas tecnológicas aos juízes brasileiros. Ao comentar os resultados, Renata Gil destacou que a Justiça brasileira também se adaptou muito bem às demandas em meio a pandemia.




