AMB assina Pacto Nacional pela Consciência Vacinal

A assinatura de adesão aconteceu, nesta sexta-feira (28), em evento no Palácio Iguaçu, em Curitiba
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) assinou, nesta sexta (28), o Termo de Adesão ao Pacto Nacional pela Consciência Vacinal, trata-se de um movimento nacional para conscientização e adesão da população ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O evento aconteceu em Curitiba, no Paraná, e incluiu o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Tribunal Regional Eleitoral, o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Magistrados do Paraná (AMAPAR) e o Município de Curitiba.
“Estamos nos unindo a essa luta, lançada no final do ano passado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), para ampliar os índices de imunização no País. Acreditamos que é importante o engajamento de todos para garantir a proteção da população”, afirmou o Presidente da AMB, Frederico Mendes Júnior.
Uma das propostas do Pacto Nacional é promover amplas campanhas de comunicação para conscientizar os brasileiros sobre a importância, segurança e eficácia das vacinas, além de alertar a população sobre os riscos atuais do retorno de doenças transmissíveis já erradicadas no País, como a poliomelite. Para isso, a Comissão da Saúde do CNMP disponibilizará materiais gráficos informativos que podem ser utilizados por outras instituições interessadas em aderir à causa.
“Queremos fazer com que as vacinas contra a Covid-19, gripe, poliomelite, meningite e tantas outras que temos para proteger os cidadãos e nossas crianças possam estar cada vez mais acessíveis”, ressaltou o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, durante o evento.
“Pretendemos levar essa discussão a todos os estados, para chamar a atenção sobre a redução da cobertura vacinal. O país já foi um grande exemplo de como vacinar a sua população, erradicamos a poliomielite do Brasil nos anos 1980, mas de uns anos para cá começamos a ter índices muito baixo. Não podemos ver isso com naturalidade”, explicou Jayme Martins de Oliveira Neto, ex-Presidente da AMB e atual Presidente da Comissão de Saúde do CNMP, que coordena o Pacto Nacional.
De acordo com informações do Governo do Paraná, o Brasil já foi referência mundial em imunização, graças a ações como o PNI, mas tem observado uma queda na cobertura vacinal nos últimos anos. De acordo com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), entre 2019 e 2021, houve redução de 93,1% para 71,49% no índice de crianças brasileiras vacinadas com a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e de 84,2% para 67,7% na vacinação contra a poliomielite.
A cobertura imunológica contra a poliomielite, por exemplo passou de 90,5%, em 2015, para 83,25% em 2022. No mesmo período, a aplicação da BCG, que protege contra a tuberculose, reduziu de 101%, vacinando mais do que a população prevista para aquele ano, para 87,5% no ano passado, informou o governo do Paraná durante o evento.
Paula Andrade (Ascom AMB)




