Renata Gil e Edison Brandão debatem elementos fundamentais para segurança dos magistrados

Os magistrados destacaram a vitória da AMB ao garantir a simplificação do direito ao porte de arma
A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, conversou, na noite desta terça-feira (1º), com o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Edison Brandão, diretor da Secretaria de Segurança da AMB, sobre os elementos fundamentais para a proteção dos magistrados. Também foi debatido a importância da arma de fogo na proteção pessoal dos juízes e desembargadores.
Recentemente, a atuação da AMB garantiu a simplificação do direito ao porte de armas para defesa pessoal de magistrados (LINK). Renata Gil ressaltou que a magistratura é uma profissão de risco e que por vezes os magistrados precisam organizar suas rotinas para evitar atentados. "Os Fóruns são muito abertos e as pessoas entram e saem sem quase nenhuma segurança. Nós também temos que andar de carro do tribunal para casa e não sabemos como nos defender. Precisamos aprender a direção defensiva, a como reagir se fecharem uma pista", explicou Renata.
Edson Brandão, que conduz o Fórum Nacional de Juízes Criminais (Fonajuc), explicou que é muito importante que os magistrados saibam escolher e usar as armas de fogo. “Ninguém quer matar ninguém, pelo contrário. Todo mundo quer sair ileso e com o mínimo de dano possível para todo mundo em uma situação limite de emergência”, disse. “Precisamos fazer alguma coisa que incapacite o agressor”, concluiu.
A presidente da AMB também lembrou que viajou com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, para todos os tribunais brasileiros e conheceu a Justiça do Trabalho e a Justiça Federal. “Acre e Roraima são áreas de fronteira, por exemplo. O Danniel Gustavo Bomfim, que é presidente da Associação do Acre e também é juiz criminal, me reporta situações muito difíceis que os colegas passam justamente por estar em área de fronteira. Então, ainda que a arma não seja utilizada, deve caber a ele a escolha de ter ou não. Depende da necessidade e da situação de risco que ele vive”, disse.
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