Exposição apresenta registro da visita da Família Real a Ouro Preto

Exposições itinerantes, visitas orientadas, palestras, oficinas e apresentação de peças do acervo. Essas ações fazem parte do projeto Sempre Memória que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), por meio da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud), está lançando, com o objetivo de propiciar maior interação entre a sociedade e seu rico acervo.

O ponto alto da programação do Sempre Memória será a inauguração, nesta quinta-feira, dia 27 de setembro, às 17 horas, da 1ª exposição intitulada Fato do Mês, na qual estará exposto, no saguão do Palácio da Justiça Rodrigues Campos, o livro de Atas Manuscritas. A obra, referente ao período de 1888 a 1890, registra a visita da Família Real ao Tribunal da Relação de Ouro Preto.

Assim, toda terceira quinta-feira de cada mês será selecionada uma peça do acervo que se destaque pela sua relevância histórica, jurídica, artística ou como representante da cultura mineira. A exposição tem caráter itinerante e poderá ser visitada, posteriormente, na Unidade Francisco Sales do TJ-MG e no Fórum Lafayette.

A mostra integra a Semana da Primavera dos Museus, organizada, em setembro, pelo Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan), que inclui 874 eventos em 305 instituições museológicas de todo o País. Com a temática Meio Ambiente: Museu, Memória e Vida, as atividades consistem em apresentação de seminários, shows, exposições, visitas guiadas, palestras, plantio de árvores, exibição de filmes e documentário sobre museu e preservação do meio ambiente. Segundo o Iphan, o evento pretende desmistificar, junto à sociedade, o conceito de que museu só se preocupa com o passado.

A programação de lançamento do Sempre Memória contou, ainda, com uma palestra sobre “Descarte Consciente de Papéis e a Preservação Histórica”, realizada no dia 21 de setembro.

Segundo explica o ex-presidente do TJ-MG e atual superintendente da Mejud, desembargador Hélio Costa, o projeto nasceu da necessidade de divulgar a Memória do Judiciário Mineiro, “sempre com o propósito de estimular no espectador a percepção da relevância da Instituição no contexto histórico-nacional, bem como, contribuir para a construção da memória institucional coletiva, através do resgate de fragmentos do passado da Justiça mineira”.

O desembargador Hélio Costa acrescenta que essas ações culturais complementam um trabalho de preservação do patrimônio histórico da Justiça do Estado, realizado pela Mejud desde sua criação em 1988, por iniciativa do desembargador José Arthur de Carvalho Pereira, então presidente do TJ-MG. “O intuito é apresentar ao público em geral as preciosidades representativas das práticas sociais de nosso passado que influenciam, até hoje, nosso fazer jurídico”, valoriza o magistrado.

Para a assessora da Mejud, Andréa Vanessa Costa Val, na peças expostas, “temos fragmentos de nossa história, que a Memória do Judiciário busca preservar e divulgar, contribuindo para o resgate e a construção de nossa cidadania”. Para ela, a consolidação do Sempre Memória irá ampliar a divulgação do acervo histórico junto à comunidade. “Estamos nos preparando para quando todo o Palácio da Justiça transformar-se em Museu, o que se dará com a transferência das Câmaras Cíveis e Criminais para o novo edifício-sede do TJ-MG que será construído”, antecipa.

O Palácio da Justiça fica localizado na avenida Afonso Pena, 1420, Centro, em Belo Horizonte. O telefone da Mejud é (0XX31) 3237 6224.

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