Alpinista Waldemar Niclevicz fala para magistrados no último dia do III Enaje
Com um tema aparentemente distante da realidade do poder Judiciário, o primeiro brasileiro a escalar o Everest, além do K2 e dos Sete Cumes do Mundo, o alpinista Waldemar Niclevicz conseguiu empolgar uma platéia composta de magistrados de todo país, no encerramento III Encontro Nacional de Juízes Estaduais (Enaje), em São Luís (MA).
A palestra intitulada "Conquistando o seu Everest", que já foi apresentada em mais de 400 oportunidades em todo país, utilizou elementos da experiência do atleta, como liderança, determinação, comprometimento e trabalho em equipe, para auxiliar os membros do Judiciário a refletirem sobre a importância do planejamento para execução da sua missão: a melhor prestação jurisdicional à sociedade brasileira.
Escalada processual
Durante a apresentação, o palestrante exibiu fotos e vídeos de suas conquistas, buscnado motivar e emocionar os magistrados - que todos os dias lidam com pilhas de processos em seus gabinetes - com lições de gestão e cumprimento de metas, assuntos relacionados ao tema principal do evento. “Qual é o seu Everest? Como chegar lá? Em quanto tempo? Primeiro defina o seu Everest e depois imagine cada ponto dessa longa estrada. Avalie cada tipo de recurso que você vai precisar, cada tipo de problema que você irá enfrentar”, explicou.
Segundo Waldemar, os juízes são líderes natos que possuem um compromisso com a sociedade. “É difícil ser um alpinista tanto quanto ser um bom juiz", comparou. Para ele, os obstáculos existem em qualquer profissão ou atividade e só atinge o sucesso de suas realizações quando se está disposto a enfrentar as dificuldades. “Você deve estar pronto para tomar uma atitude quando imprevistos acontecerem. O que você fizer vai ter reflexo para o seu colega. Não se atinge nada de significativo na vida se não houver comprometimento”, avaliou o atleta.
Convidado a compor a mesa para leitura das perguntas da platéia, o Ministro do Superior Tribunal Justiça (STJ) Castro Filho também ressaltou a importância dessa reflexão para a magistratura nacional. “No Judiciário, montanhas não nos faltam. O STJ recebe a montanha de mais de 250 mil processos por ano”.




