Selecionados entre mais de 230 projetos desenvolvidos por instituições que abrigam crianças e adolescentes em todo o país, três entidades sagraram-se vencedoras da categoria “Abrigos” do prêmio Mude um Destino. A cerimônia foi aberta com a exibição de um vídeo que mostrou ao público um pouco da rotina e da história dos abrigos vencedores.

O Lar Marilisa, localizado em Mangaratiba (RJ) e mantido pela prefeitura municipal, ganhou o primeiro lugar. Representado a equipe da entidade, a assistente social Juliana Amorim, recebeu um cheque-simbólico no valor de R$ 20 mil do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Rodrigo Collaço. Emocionada, ela afirmou que, com o dinheiro, a direção da entidade pretende comprar um veículo para levar as crianças a escola e também fazer passeios.  “Ficamos muito felizes e honrados com a notícia de que tínhamos ganhado o prêmio da AMB. Todos no abrigo ficaram radiantes porque vimos nosso trabalho sendo reconhecido”, disse.

O segundo colocado da categoria foi o Lar de Crianças Santa Rita, de Dourados (MS), representando na cerimônia pela psicóloga Daniele Fiori. “A gente não tinha noção da dimensão do nosso trabalho e esse prêmio nos mostra que estamos no caminho certo”, explicou. Parte do dinheiro será usada para a montagem de um laboratório de informática para as crianças do abrigo. A psicóloga agradeceu a iniciativa da AMB, destacando que há pouco interesse da sociedade pela realidade dos abrigos e das crianças que lá vivem. “Essa publicidade que a AMB tem trazido para o tema é muito importante. A iniciativa é um verdadeiro divisor de águas para o trabalho desenvolvido nos abrigos”, finalizou.

A Associação Sítio Agar, localizada no município de Cajamar (SP), terceira colocada do concurso, foi reconhecida pelo abrigamento de crianças portadoras do vírus HIV. Agnes Freitas Pinto, coordenadora do projeto, recebeu o prêmio de R$ 5 mil, que será usado para a contratação de uma psico-pedagoga para atuar junto às crianças, desenvolvendo um trabalho de melhoria do rendimento escolar. “A premiação é muito importante porque temos a sensação de ter o trabalho reconhecido. É muito  saber que estamos no caminho certo e que destinos podem ser mudados”, destacou.

 

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