Capinzal (SC) lança projeto Agente da Paz com foco em multi-atividades
Uma comarca, cinco cidades e 45 mil pessoas. Este será o mais novo público alvo do Agente da Paz a partir do dia seis de junho, data do lançamento do projeto na Comarca de Capinzal – que conta ainda com os municípios de Ouro, Piratuba, Ipira e Lacerdópolis, todos localizados na região meio oeste do Estado. Marcado para às 19h no Centro Educacional Celso Farina, o lançamento vai apresentar a iniciativa e abordar o objetivo de “substituir a cultura da violência instalada em nossa sociedade por uma cultura de paz, a partir de um conjunto de ações concretas e permanentes tendo como foco principal o público infanto-juvenil”, conforme anuncia o próprio convite do evento.
O funcionamento do projeto na comarca vai contar com a formação de grupos para coordenar as atividades em cada uma das cinco cidades. O foco principal será a organização da Semana da Paz na região, período no qual – entre cinco e 12 de outubro – todas as cidades integrantes do Agente da Paz em Santa Catarina promovem atividades especiais para incentivar a paz e incrementar o desenvolvimento das ações.
Sobre o funcionamento prático das atividades, o juiz Alexandre Dittrich Buhr, coordenador do projeto na comarca, diz que “cada entidade participante fará suas ações como Agentes da Paz enfocando um aspecto da paz”. Todas as escolas dos cinco municípios, o Lions Clube, a Câmara dos Dirigentes Lojistas, os veículos midiáticos, órgãos do Poder Executivo e Legislativo, associações de estudantes e universidades da região foram convidados a integrar as atividades e a perspectiva do juiz Buhr é de que todos os convidados participem efetivamente. “Assim, nas escolas poderá ser abordada a questão da Paz especificamente sobre os aspectos dos relacionamentos pessoais e resolução pacífica dos conflitos internos. Outra entidade pode adotar a campanha de eliminação da violência doméstica [a ´Paz no Lar´], [outra entidade] sobre a violência no trânsito, a ´Paz no Trânsito´”, analisou o juiz.
Presente em diversas cidades de Santa Catarina, o Agente da Paz incentiva a valorização da cultura da paz. A idéia é promover ações que conscientizem os jovens a se afastarem da violência através de, por exemplo, ações pedagógicas no âmbito das escolas e espaços comunitários. “Nós, magistrados, temos a função específica de julgar os processos, os quais representam situações de violência já consolidada. O projeto Agente da Paz é um trabalho que os juízes e a sociedade estão fazendo antes que a violência aconteça. Assim, é um trabalho de educação, começando com as crianças e adolescentes e abrangendo toda a sociedade. O projeto, a médio e a longo prazo ajudará a construir uma sociedade em que a Paz será uma constante em nossas relações, pessoais, profissionais, políticas, etc... Sem dúvida, abre-se a possibilidade de construirmos um futuro diferente onde a cultura da violência não impera mais. Pensem nos resultados maravilhosos que o projeto, quando instalado em todas as cidades catarinenses, trará para a sociedade catarinense como um todo? Pensemos no Brasil, quando o projeto começar a ser implantando em outros estados. Isso é só um começo. Talvez, no futuro, o Brasil seja conhecido como o país da Cultura da Paz.”, comenta o juiz Alexandre Buhr.
Segundo o magistrado, serão organizados grupos que coordenarão o projeto nas cinco cidades. “Inicialmente iremos pensar na semana catarinense na Cultura pela Paz. Também tentaremos dar identificação específica para cada entidade. Ou seja, cada entidade participante fará suas ações como Agentes da Paz enfocando um aspecto da Paz. Assim, nas escolas poderá ser abordada a questão da paz, especificamente sobre os aspectos dos relacionamentos pessoais e resolução pacífica dos conflitos internos; outra entidade pode adotar a campanha de eliminação da violência doméstica - Paz no Lar; sobre a violência no trânsito - Paz no trânsito; poluição, Paz com todas as formas de Vida; outra entidade poderia, por exemplo, apoiar a população do Rio de Janeiro, fazendo uma manifestação em lembrança às mortes que têm ocorrido; promoção de palestras, teatro, filmes, tendo como tema a paz, entre outras atividades”, ressalta o juiz.




