Deputado estadual de Minas Gerais defende o Judiciário como forma de fortalecimento da democracia
Em sessão legislativa ordinária, no dia 9 de maio, o deputado Durval Ângelo discursou a respeito da Operação Furacão e a forma como esse fato foi divulgado para a sociedade. Como um defensor da democracia, ele se disse preocupado e triste com o noticiário. “A tristeza se deve ao próprio espírito de democracia, que só acontece com o fortalecimento das instituições públicas em contato permanente com a sociedade. Somente assim haverá a garantia de avanço e de que os direitos sejam respeitados na sociedade”.
O deputado é defensor da idéia de que na medida em que se ataca as instituições públicas, coloca-se em risco a democracia. “Vivemos em um tempo em que o modelo hegemônico, o neoliberalismo, despreza a democracia. É um período autoritário de exclusão social e econômica. Além disso, há uma tentativa de enfraquecimento das instituições, do Legislativo, Executivo, Judiciário, do Estado. Em cada momento coloca-se um deles como a bola da vez. Agora, foi a vez do Judiciário. Toda a carga foi atribuída a esse Poder. Não é por acaso que isso acontece, a idéia que se passa é de que o Estado é o mal absoluto e o mercado o único santo”, finalizou.
Durval Ângelo esclareceu que o discurso de 40 minutos foi espontâneo, e que pensou muito antes de falar. “Eu sabia que estava remando contra a maré. Todos os discursos até então estavam mais direcionados ao aspecto emocional, de moralidade e resgate ético. O meu discurso atinge as vacas sagradas da sociedade como a imprensa e a Polícia Federal”, explicou.
O deputado ainda foi além quando afirmou que as pessoas têm dificuldades em perceber o que se passa por trás de algumas situações. Ele disse também que nem na Câmara, nem no Senado, ninguém teve coragem de falar nada sobre o viés autoritário atual. “Eu sabia que estaria um pouco isolado, é questão de dignidade, coragem de não repetir a mesma cantilena”, concluiu.
Durante o discurso o deputado citou um texto do juiz Luiz Guilherme Marques, da comarca de Juiz de Fora, que trata de forma sábia do assunto em pauta.




