A campanha Mude um destino – em favor das crianças que vivem em abrigos –, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), foi lançada na tarde de hoje no auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT 8), em Belém (PA). Cerca de 80 pessoas conheceram a iniciativa da entidade, que busca mostrar aos cidadãos a realidade dos meninos e meninas abrigados no país, além de incentivar a adoção ou o retorno desses jovens à família biológica.

O lançamento em Belém foi uma iniciativa da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 8ª Região (Amatra VIII), em parceria com a Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa).

O presidente do TRT 8, desembargador federal do trabalho Eliziário Bentes, manifestou a alegria em “abrir as portas” do Tribunal para o lançamento da campanha no estado do Pará. “A campanha da AMB revela a sensibilidade da magistratura brasileira e demonstra que os juízes se preocupam com o bem-estar da sociedade. É uma iniciativa de cunho social importantíssima, especialmente aqui, na Amazônia, onde certamente os problemas enfrentados por crianças e adolescentes, acredito, são maiores que no restante do país”, afirmou o magistrado.

Segundo a presidente da Amatra VIII, Paula Maria Pereira Soares, “estamos entrando na quarta onda da Justiça: a Justiça humanista”. Em seu discurso, ela explicou que a Justiça humanista não é a que faz somente sentenças ou processos, mas sim a que faz história. “A Justiça que a sociedade quer é a Justiça humanista, pois é aquela que realiza uma ação junto à comunidade”, disse a juíza.

O presidente da Amepa, João Batista Lopes do Nascimento, disse apostar que já há algum tempo a AMB vem adotando o compromisso de assumir maior relevância no seio da sociedade. De acordo com ele, a AMB deixou de ser uma entidade que congrega juízes para tentar interferir na dinâmica do povo brasileiro.

Segundo Lopes, foi a partir daí que surgiram diversas ações concretas da AMB, como as campanhas pela simplificação da linguagem jurídica, pela reforma política e, agora, em favor das crianças que vivem em abrigos. “Tudo isso mostra que o magistrado de hoje não quer apenas se colocar de um único lado da mesa, mas sim, interferir nos problemas da sociedade. Esse propósito fica claro com a campanha Mude um Destino”, destacou o presidente da Amepa.

O presidente da AMB, Rodrigo Collaço, frisou que o evento em Belém retrata um novo momento do Judiciário, no qual a magistratura brasileira demonstra ter muito mais consciência do seu papel social do que antes. “Exemplo disso é que os juízes do trabalho, que não têm competência sobre infância e juventude, mesmo assim aderiram à campanha, que se reverterá em favor do cidadão brasileiro e do futuro do país”, salientou Collaço.

Depois dos discursos, o público presente à cerimônia assistiu ao documentário O que o destino me mandar, produzido pela jornalista Ângela Bastos, com apoio cultural da AMB.

Em seguida, o coordenador da campanha e secretário-geral adjunto da AMB, Francisco Oliveira Neto, informou à platéia sobre o Concurso Mude um Destino e sobre o hotsite da campanha (www.amb.com.br/mudeumdestino), onde estão disponíveis todas as informações a respeito da iniciativa.

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