Casos de Justiça debate violência doméstica
Violência doméstica. Um drama vivido por milhares de mulheres em todo o país é tema do Casos de Justiça de hoje, 11 de abril. O programa, que vai ao ar pela TVE Brasil, às 19 horas, contará a história de Alice, Gelson e Fernando, a primeira vítima de violência e os dius últimos agressores de suas ex-companheiras.
Alice é o nome fictício dado a uma moradora do Município de São Gonçalo, no Rio, que por 25 anos sofreu os horrores da violência doméstica. Como muitas brasileiras, ela era espancada por seu companheiros e, por medo e vergonha, não tinha coragem de levar o caso à Justiça. Felizmente Alice conheceu o Centro de Orientação à Mulher (CEOM ), que atua em parceria com a Justiça do Rio de Janeiro.
Graças à iniciativa do juiz Marcelo Anátocles, do Juizado Especial Criminal de São Gonçalo, as atividades do CEOM evoluíram e já apresentam excelentes resultados. No próprio Juizado são realizados os chamados Grupos de Reflexão, que ajudam vítimas e autores de violência doméstica a repensarem suas relações afetivas e se reintegrarem à família e à sociedade.
Depois de denunciar o marido, Alice optou pela separação e hoje vive uma vida independente e saudável, longe da violência.
Gelson Teixeira e “Fernando” - que não quis revelar seu verdadeiro nome - foram denunciados por suas companheiras por agressão. Os dois foram parar no Juizado Especial Criminal de São Gonçalo e, em vez pagarem na forma de cestas básicas, a pena atribuída a este tipo de delito, foram orientados a participar do Grupo de Reflexão.
Lá, aprenderam a importância do diálogo e do entendimento nas relações familiares.
No Grupo de Reflexão, psicólogos e assistentes sociais ajudam os autores de violência doméstica a entenderem o que os torna agressivos. Em pouco tempo, a mudança no comportamento dos participantes do grupo pode ser observada.
O juiz Marcelo Anátocles explica o objetivo principal deste trabalho inovador, desenvolvido nos Juizados Especiais Criminais: “A gente tenta mostrar o verdadeiro sentido de coragem, que é, na verdade, você ter dignidade de resolver o seu problema sem apelar pra violência que é, verdadeiramente, uma covardia.”




