Setenta e três pessoas que buscavam acordos em seus processos tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e receber orientações de juízes, na última segunda-feira,  4 de dezembro, no balcão de informações especialmente montado na sobreloja do Fórum Juiz Antônio Carlos Araújo de Oliveira, no bairro do Comércio, em Salvador. Foi o primeiro dia do mutirão da Justiça do Trabalho baiana, que prossegue até a próxima quinta-feira e faz parte do Movimento pela Conciliação, promovido em todo o Poder Judiciário do país pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O índice de acordos nas audiências especiais realizadas nas Varas de Salvador, de 34,2%, também foi considerado bastante satisfatório, dado o prazo exíguo em que as partes foram notificadas.

A Juíza Léa Reis Nunes, coordenadora do Movimento na Bahia, avaliou que os magistrados envolvidos estão bastante estimulados com os resultados, além de advogados e reclamantes, satisfeitos pela nova oportunidade de discutir e encerrar os seus processos. "Acredito que o Movimento está cumprindo a sua finalidade maior, que é a mudança de cultura", comentou a juíza.

O advogado Jorge Deda concorda. Após concluir uma negociação bem sucedida, elogiou a iniciativa, destacando que esse Movimento deverá facilitar a realização de um número significativo de acordos daqui para frente, tendo em vista o expressivo comparecimento das partes: "A porta foi aberta e quem estiver com espírito de conciliação certamente vai conciliar" afirmou.

Segundo o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA), desembargador Roberto Pessoa, que fez questão de acompanhar os trabalhos de perto, salientou a ausência de uma das partes nas audiências do Movimento - por não ela ter sido encontrada - ou de alguma informação relevante nos autos inviabilizou o acordo na audiência, não significa que a tentativa foi infrutífera. "Esses casos continuarão sendo alvo de novas tentativas pelos juízes", ressaltou.

Audiências

Na 1ª instância (as Varas do Trabalho), até às 18h30 de ontem, quando ainda restavam cinco processos em pauta, 34,2% de 97 processos com audiências já realizadas foram conciliados, significando o pagamento de R$ 446,7 mil em créditos trabalhistas.

Na 2ª instância, houve pauta especial na 3ª e na 6ª Turmas, com 29 processos e cinco acordos. Um dos casos mais antigos conciliados foi o do ano de 1994, que tinha como reclamante Juarez Araújo e a outra parte, Antonio da Silva Melo Filho.

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