"Violência nunca mais": Governo de SP pune discriminação à mulher

Idealizadora da campanha Sinal Vermelho, Renata Gil participou presencialmente do evento a convite do governo do Estado
Em ato em defesa da vida das mulheres, o Governo do Estado de São Paulo promoveu, na última sexta-feira (04), o evento “Violência nunca mais”, no Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, foram assinados o Decreto que pune discriminação à mulher em SP e o convênio para criação da Casa da Mulher.
Convidada a discursar na solenidade, a presidente da AMB, Renata Gil, lembrou que o Brasil é o quinto país mais violento do mundo para mulheres, atrás inclusive de países que não cumprem Tratados de Direitos Humanos.
“Esse é um problema que não está mais debaixo do tapete. Ações têm sido promovidas e passos importantes têm sido alcançados. Um deles é a criação da Campanha Sinal Vermelho, em que eu tenho a honra de ser uma das autoras. O governo de SP foi o único que encampou essa campanha de combate à violência contra a mulher”, ressaltou.
Renata Gil também enalteceu a aprovação do Pacote Basta, de iniciativa da AMB, que coloca o Brasil na vanguarda no combate à violência contra a mulher. Ela também aproveitou a ocasião para parabenizar o governador João Doria pelo ato público e elogiar as iniciativas criadas. “A criação de 43 casas de abrigo e atendimento a mulheres é um passo relevantíssimo para combater esse mal endêmico que é a violência contra a mulher. Esse evento de hoje evidencia que São Paulo está no caminho certo das políticas públicas para o enfrentamento à violência contra a mulher e especialmente à igualdade de gênero”, destacou.
Ao discursar, o governador de São Paulo, João Doria, explicou sobre o Decreto, que dispõe sobre o processo de apuração e punição de qualquer forma de discriminação contra a mulher dentro do Estado. Já o convênio para criação da Casa da Mulher, que também foi assinado durante o evento, beneficiará 45 municípios e distribuirá cartilhas com orientações de como enfrentar a violência contra a mulher.
“Eu não cumpro aqui obrigação política ao dar às mulheres o que elas merecem, ao oferecer a elas aquilo que representam. Lugar de mulher é onde ela quiser. São essas mulheres brasileiras que nós temos que respeitar, compreender, exaltar e aplaudir”, enfatizou.
A realização do evento com enfoque nos direitos das mulheres também foi exaltada pela presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), Vanessa Mateus.
“Essa não é uma pauta feminina. É uma pauta civilizatória, em que a gente precisa envolver a sociedade inteira. Nós avançamos enquanto era uma pauta coordenada pelas mulheres, mas nós vamos avançar muito mais quando a sociedade entender que essa é uma questão que envolve todos nós”, disse.




