Unicidade remuneratória da Magistratura da União pauta reunião da AMB em Cuiabá

Coordenadorias da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal debateram estratégias conjuntas em defesa da valorização da carreira e contra a destruturação da magistratura
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) realizou, nesta quinta-feira (22), em Cuiabá (MT), a 2ª Reunião da Coordenadoria da Justiça do Trabalho e a 2ª Reunião da Coordenadoria da Justiça Federal. O encontro reuniu representantes associativos de diferentes ramos da Magistratura da União para discutir pautas remuneratórias e estratégias institucionais voltadas à valorização da carreira.
Entre os temas debatidos estiveram o cumprimento do acórdão do Supremo Tribunal Federal na ADI 6.606, a regulamentação de verbas remuneratórias e indenizatórias, passivos administrativos, ATS + PVTAC, auxílio-saúde, auxílio-alimentação, gratificação de comarca de difícil provimento e o uso das receitas próprias.
A mesa de abertura da reunião também contou com a participação da presidente da Associação dos Juízes Federais da Justiça Militar (AJUFEM), a juíza federal da Justiça Militar Natascha Maldonado Severo, que integra as discussões conjuntas da Magistratura da União voltadas ao fortalecimento da pauta remuneratória e da atuação associativa.
A presidente da AMB, Vanessa Ribeiro Mateus, destacou a importância da construção conjunta entre os diferentes segmentos da magistratura para garantir segurança institucional e fortalecer a defesa remuneratória da carreira.
“A magistratura precisa caminhar unida. O que estamos construindo é uma estrutura sólida, responsável e sustentável para toda a Magistratura da União. A unicidade remuneratória fortalece a carreira, fortalece o associativismo e protege a própria independência judicial”, afirmou.
Durante a reunião, o coordenador da Justiça do Trabalho da AMB, Bruno José Perusso, ressaltou que a atuação conjunta entre as associações tem sido decisiva para enfrentar o atual cenário institucional.
“A integração entre Justiça do Trabalho, Justiça Federal e Justiça Militar da União vem produzindo resultados concretos. O alinhamento institucional fortalece a magistratura e permite a construção de soluções mais seguras para toda a carreira”, disse.
O coordenador da Justiça Federal da AMB, Anderson Furlan Freire da Silva, também enfatizou o esforço coletivo desenvolvido pelas entidades na construção das soluções debatidas.
“Esse trabalho é fruto de diálogo permanente, cooperação institucional e construção coletiva. A magistratura da União tem demonstrado maturidade e responsabilidade na busca por soluções que assegurem estabilidade, previsibilidade e valorização da carreira”, afirmou.
Já o vice-presidente de Gestão e Prerrogativas da AMB, Carlos Alberto Martins Filho, reforçou a importância da atuação coordenada entre as associações.
“A defesa das prerrogativas e da valorização da magistratura exige unidade, diálogo e atuação estratégica. Esse trabalho conjunto fortalece não apenas as associações, mas a própria estrutura do Poder Judiciário”, declarou.
A reunião também reforçou a atuação institucional da AMB diante do cenário enfrentado pela magistratura brasileira, especialmente nas discussões relacionadas à política remuneratória e à preservação das garantias da carreira. Lideranças associativas defenderam a necessidade de construção de soluções harmônicas, responsáveis e sustentáveis para toda a Magistratura da União.




