O ministro Dias Toffoli, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afirmou que o Poder Judiciário brasileiro está atento às demandas por igualdade da população negra, nesta terça-feira (7), na abertura do evento promovido pelo órgão para debater o tema. O Seminário Questões Raciais e Poder Judiciário tem o apoio da AMB.

Toffoli lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já afirmou em julgamento a legitimidade do sistema de cotas étnico-raciais para acesso às universidades públicas e ingresso nos cargos efetivos e empregos da Administração Pública. “Muito já avançamos, mas ainda há muito a ser feito nessa seara. Daí a relevância deste evento”, avaliou.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, disse que o racismo estrutural existente no País causa “um rastro indelével de dor” e marca a história das pessoas negras. “Como cidadãos e agentes políticos, não podemos nos omitir. Temos um compromisso humanitário e o dever histórico de reparação”, ressaltou.

O vice- presidente de Prerrogativas da AMB, Ney Alcântara, representou a entidade na solenidade. “É com grande satisfação que a Associação participa de um evento dessa envergadura. Infelizmente, ainda temos que debater a questão do racismo, essa mazela nefasta”. Para o magistrado, a desigualdade social no Brasil reforça o preconceito. “A magistratura está disposta a lutar por uma sociedade mais digna e justa”.

O Seminário acontece nos dias 7 e 8 de julho e será transmitido ao vivo pelo YouTube do CNJ.

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