Encontro foi realizado pela plataforma Zoom nesta quinta-feira (28)

 

O acolhimento das juízas afegãs no Brasil foi o principal assunto tratado na 2ª Reunião da Secretaria de Direitos Humanos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), realizada de forma online nesta quinta-feira (28). O vice-presidente de Direitos Humanos da AMB, Fábio Francisco Esteves, destacou a importância deste acompanhamento em razão da complexidade de toda a operação de resgate.

“Além de termos que construir de maneira bem consistente as condições necessárias pra que essas juízas se integrem à comunidade jurídica e à sociedade como um todo”.
Também foi ressaltado no encontro a importância de ouvir as juízas afegãs para entender as respectivas habilidades e necessidades, além da criação de um plano de integração profissional.

Também participaram do encontro online a secretária de Direitos Humanos da AMB, Madgéli Frantz; a secretária-adjunta de Direitos Humanos, Fabiana da Cunha; membros da mesma secretaria; além do diretor de prerrogativas da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Carlos Wagner Cruz.

A próxima reunião da Secretaria de Direitos Humanos da AMB será na última quinta-feira do mês de novembro.

Nós por Elas

No dia 20 de outubro, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) anunciou a chegada do grupo de 26 pessoas afegãs à capital federal, resgatado em razão da tomada de Poder pelo Talibã no Afeganistão em agosto deste ano. Durante o evento, a AMB lançou a campanha “Nós por Elas” para viabilizar a acolhida de juízas afegãs e de seus familiares em território brasileiro. O Banco do Brasil disponibilizou uma chave Pix para receber doações que serão destinadas a esses cidadãos afegãos na condição de refugiados no Brasil. Os interessados podem enviar valores usando o e-mail [email protected] como chave de identificação.
Desde que o regime Talibã retomou o Poder no Afeganistão, a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) articulou um grande esquema internacional de resgate de juízas e de seus familiares que residem naquele país. A operação da AMB mobilizou as entidades estrangeiras e as do Brasil para auxiliar na fuga destas refugiadas (os). Muitas destas magistradas já haviam condenado integrantes do grupo fundamentalista. Diante da falta de segurança, Renata Gil fez várias tratativas para agilizar a concessão de visto pelo governo brasileiro para realização da acolhida humanitária.


Carlos Ribeiro (Ascom)

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