O objetivo do encontro foi debater projetos internacionais de combate à violência contra a mulher

A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, e a ministra Maria Thereza, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), participaram nesta quinta-feira (6) de reunião com a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre a unificação de esforços dos países da América Latina no combate à violência contra as mulheres. O objetivo do encontro foi o compartilhamento de experiências a fim de criar um protocolo internacional para salvar vidas.

A presidente falou sobre a Campanha Sinal Vermelho, que já se mostrou exitosa nos estados onde virou Lei. Nesta manhã, Renata Gil se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, pedindo o apoio no combate à violência contra a mulher. A magistrada aproveitou a ocasião para falar sobre o encontro.

"Me reuni com o ministro Anderson Torres para tratar da criação de estratégia nacional de combate à violência contra mulher. Isso é extremamente importante, porque coloca o tema no debate da Segurança Pública, canalizando recursos e esforços públicos e assistência social para esta temática. Aliás, não é somente uma temática, estamos falando do maior caso de violência no país, e precisamos agir contra isso", destacou a presidente. Renata Gil informou que o ministro foi muito receptivo à iniciativa da AMB e garantiu que a pauta será prioridade de sua gestão à frente da pasta.

A presidente aproveitou para pedir o apoio da Corte Interamericana na criação de protocolo com casos concretos e experiências de outros países no que diz respeito a violência contra a mulher. A proposta contou com o apoio da ministra Maria Thereza. "Eu também acho que a colaboração da Corte nos ajudaria muito. Estamos no CNJ [Conselho Nacional de Justiça], e com o apoio da doutora Renata e de outras juízas estamos trabalhando no protocolo de julgamento de gênero", comentou.

Participaram do encontro a secretaria-adjunta da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Romina Sijniensky, o membro da CIDH, Pablo Saavedra, e a juíza federal Caroline Somesom Tauk.


Natália Lázaro (ASCOM)

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