Renata Gil destaca legado vanguardista do ministro Teori Zavascki durante evento no STF

“O ministro era um vanguardista com relação às minorias. Ele já pensava no futuro”, declarou durante lançamento de livro sobre o jurista
A capacidade visionária de enxergar a necessidade de apoiar as minorias, as mulheres, em suas decisões nos julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) é um dos legados mais fortes deixados pelo falecido ministro do STF, Teori Zavascki. A declaração foi feita pela presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, na noite desta quarta-feira (17), no STF, durante lançamento do livro de memórias em homenagem ao ministro.
“Ele tinha um espírito de união, uma amizade forte com os integrantes da corte, acho que ele ia ficar feliz de ver nesse momento a união da Corte com um proposito maior que é a defesa da democracia. Por isso, essa homenagem chega ao momento ainda mais especial, pelo papel atual da corte constitucional”, afirmou a presidente da AMB durante o encontro.
Com o título de “Eis aí suas Rosas”, a obra foi coordenada pela Associação Senhora de Lourdes, sob direção de Lissandra Pereira Alves. “É uma homenagem necessária para esse grande jurista”, afirmou Lissandra durante o evento. Filho do falecido ministro, Francisco Zavascki se emocionou com o resultado do trabalho. “Se ele faz falta aqui no STF, imagina em casa. Tenho certeza de que ele está aqui nos olhando e feliz. Feliz por estar vendo a união da corte neste momento de desafios”, comentou.
Também emocionado, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, lembrou dos mais de dez anos de convivência com Zavascki. “É um vazio profissional e emocional que vivemos”, disse. “Os quatro anos que ele desempenhou no STF foram suficientes para deixar seu nome escrito na história pela sua ética, sensibilidade, meticulosidade e brilhantismo. É gratificante poder homenagear um ministro que segue inspirando a magistratura”, completou.
Paula Andrade (Ascom/AMB)




