A nova coordenadora (2023-2025), Leila Torelly Fraga, diz que é preciso criar mais espaços para os aposentados nos Conselhos e Tribunais

“A avalanche que foi as últimas eleições ainda se faz presente no Congresso Nacional, mas não desistimos da luta pela aposentadoria integral porque ela é importante para a integridade da carreira. Continuaremos avançando nesse quesito com os novos parlamentares eleitos”, destacou a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, durante a última reunião da Coordenadoria dos Aposentados da gestão 2020/2022.

As discrepâncias de tratamento e de vencimentos entre os magistrados da ativa e os aposentados foi ressaltado durante toda reunião. “Os aposentados e pensionistas são as classes que mais sofrem”, lembrou o vice-presidente de Integração da AMB, Herval Sampaio Junior, que acrescentou ainda a luta da AMB pela paridade.

O presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Roberto Alcantara, destacou que é preciso despertar de que a carreira “precisa seguir para além do trabalho ativo”. O juiz também comentou as perdas que ocorrem com a aposentadoria e se colocou à disposição para buscar defender as prerrogativas, entre eles, a Valorização por Tempo de Magistratura (VTM).

Cultura

De acordo com a nova coordenadora, eleita para a gestão 2023/2025, a Magistrada gaúcha, Leila Torelly Fraga, um dos pleitos que ela irá levar adiante em sua gestão é a participação dos aposentados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “É preciso abrir mais espaços para os aposentados nos Conselhos e Tribunais. A nossa luta vai além dos vencimentos”, destacou a nova vice-presidente.

Homenagens

Ao final do encontro, Renata Gil foi homenageada pelos participantes. Entre os discursos de agradecimento, o representante dos Aposentados da Apamagis, desembargador Pedro Cauby, fez a presidente da AMB se emocionar. Ele falou da luta pela remuneração e da defesa pelas prerrogativas. Destacou as ações propostas pela AMB no Senado Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF). “A AMB tem grande valor pelos associados”, disse. O desembargador agradeceu pelas campanhas humanitárias, como a Sinal Vermelho. “Eu, como homem, nunca tinha pensado dessa forma. Achava que eram casos isolados. Hoje vejo que a violência é cotidiana, uma cultura que temos que mudar. Obrigado por me mostrar esse lado. Obrigado por mostrar à sociedade a altivez da Magistratura e a nossa capacidade de levar o Estado de Direito a todos”, completou.

O assessor da presidência da AMB, Nelson Missias, reforçou os elogios. “Só seremos juízes fortes e respeitados com o Estado de Direito hígido. Entendemos que a sua luta vai além para dar contorno para as nossas lutas pela carreira”, completou.

“A dra Renata Gil é a nossa bússola. Venho de dois mandatos e sou testemunha da luta dela pelos direitos de todos”, afirmou o juiz Edmundo Franca, também assessor da presidência da AMB.

Pensionistas

A diretora da Secretaria de Pensionistas da AMB, Haydee Mariz, agradeceu o protagonismo da presidente Renata Gil e suas ações no tocante às demandas pensionistas brasileiras. “Pela primeira vez na história da AMB, estamos tendo reuniões semestrais de pensionistas. Espero que no próximo triênio tenhamos continuidade do trabalho no tocante ao auxílio saúde às pensionistas”, completou.

A reunião do Conselho das Pensionistas foi incluída na reunião dos aposentados. Nesse sentido, a diretora repassou a pauta e comentou sobre a grande possibilidade da extensão do teto remuneratório para as pensionistas e que há um estudo em andamento sobre a parcela de irredutibilidade.


Paula Andrade (Ascom/AMB)

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