“O nosso desafio é que os advogados utilizem os precedentes como base das demandas judiciais e que os juízes também os observem”, disse presidente da AMB

Em São Paulo, a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) defendeu a independência do Poder Judiciário e destacou a importância da efetividade das decisões judiciais e a celeridade no Sistema de Justiça. Renata Gil foi a mediadora do seminário “O Equilíbrio dos Poderes”, promovido pelo grupo Esfera Brasil.

De acordo com Renata Gil, um dos desafios do Poder Judiciário é garantir uma prestação judicial célere e que projetos realizados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tornar a Justiça 100% digital são um caminho para isso. “O Poder Judiciário, por ser contramajoritário, tem sempre o desafio de equilibrar o Estado e a iniciativa privada”, disse. “O norte da AMB é trabalhar políticas públicas junto ao Conselho Nacional de Justiça para aumentar a efetividade e reduzir o tempo de processo. A Justiça Brasileira se converteu muito rapidamente para o meio digital com projetos inovadores como o do ministro Luiz Fux, o Justiça 4.0 e o Balcão Virtual”, afirmou a magistrada.

A presidente da AMB ainda destacou a importância do sistema de precedentes para que se garanta a efetividade da Justiça. “O judiciário brasileiro é o mais independente do mundo porque temos uma conformação constitucional que garante isso. O nosso desafio é que os advogados utilizem os precedentes como base das demandas judiciais e que os juízes também os observem, sem ferir a independência”, disse.

Renata Gil também reiterou a importância da justiça social como forma de melhorar a vida dos brasileiros. “Eu sou muito otimista em relação ao futuro do Brasil, esse é o país que nós devemos investir e os nossos filhos também devem trabalhar para melhorar o que ainda não está bom. O nosso desafio é o equilíbrio social, econômico e político e não podemos nos esquecer de que a justiça social é um pilar, é o nosso norte”.

No debate, o presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Luis Henrique Guimarães, o presidente Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade e o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, destacaram que a economia mundial está em um momento de reorganização e que o Brasil está bem posicionado para aproveitar as oportunidades.


Laura Beal Bordin (Ascom AMB) 

 

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