Em entrevista à jornalista Andreia Sadi, presidente da AMB repudia ataques à ministra Cármen Lúcia e afirma que os agressores devem ser punidos

A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, repudiou os ataques proferidos contra a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, e defendeu a criação de uma legislação específica que proteja agentes públicos no exercício da função - principalmente os magistrados.

Em entrevista à jornalista Andreia Sadi, no programa Estúdio i da GloboNews, nesta segunda-feira (24), a magistrada considerou grave o ataque direcionado à ministra Cármen Lúcia. “Esse foi um caso muito grave, já que foi uma violência cometida no exercício da função de julgar. Merece ser dito que foi uma decisão colegiada e essas agressões não foram proferidas contra outros ministros que votaram também. Essa agressão é misógina, sexista, machista e absolutamente violenta”, afirmou.

Ainda de acordo com Renata Gil, as instituições brasileiras precisam refletir sobre a necessidade de uma lei que ampare autoridades. “Nós precisamos editar uma lei de violência política, inclusive que proteja aqueles que exercem uma função pública relevante, para que as pessoas não se sintam constrangidas no seu ato de trabalhar, exercendo seus ofícios: especialmente os magistrados”, ressaltou.

A presidente da AMB destacou a importância da punição dos agressores. “É essencial que as autoridades do Brasil levem adiante todos esses processos criminais para que essas pessoas sejam punidas com as respostas certas que as leis do nosso país já têm”.

No último fim de semana, a entidade divulgou nota repudiando as agressões à ministra Cármen Lúcia. Leia o conteúdo completo aqui.


Laura Beal Bordin (Ascom AMB)

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