Renata Gil apresenta trabalhos humanitários da AMB à rainha Silvia, da Suécia

Realeza europeia se impressionou com a Sinal Vermelho e o resgate das juízas afegãs, do Programa Nós Por Elas
O impacto das ações humanitárias realizadas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) chegou até a realeza europeia. A presidente da AMB, Renata Gil, esteve em Estocolmo apresentando o trabalho da entidade à rainha Silvia, da Suécia. O resgate das juízas afegãs e a Campanha Sinal Vermelho foram os principais temas da conversa entre elas, além dos projetos sociais da fundação da rainha.
Ativista social e fundadora do World Childhood Foundation, ou simplesmente Childhood, a rainha Silvia é, inclusive, uma das precursoras do sistema de depoimento especial, que hoje é adotado nos tribunais brasileiros. “Foi uma reunião de mais de uma hora e meia, na qual ela se mostrou muito impressionada com o trabalho e preocupada com a questão das mulheres no mundo inteiro. Sabemos que a violência doméstica está totalmente vinculada aos direitos da infância”, contou a presidente da AMB. “Nós consideramos que esse apoio é um braço muito importante, tanto no cenário internacional quanto no nacional, e que traz uma repercussão muito positiva para o trabalho de combate à violência contra a mulher”, completou.
Silvia possui origens brasileiras e é casada com o rei Carl 16 Gustaf. Ela nasceu em Heidelberg, na Alemanha, em 1943. É filha de um alemão com uma brasileira e chegou, inclusive, a viver no Brasil por dez anos durante a infância. Hoje, aos 78 anos, tem três filhos: a princesa Victoria, herdeira do trono sueco, o príncipe Carl Philip e a princesa Madeleine.
Sobre a World Childhood Foundation
Em 1999, a rainha fundou a World Childhood Foundation, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que tem como objetivo promover melhores condições de vida e de defesa do direito das crianças contra a pobreza e o abuso sexual. Atualmente, a instituição está presente em 14 países, inclusive no Brasil, onde apoia mais de 100 programas e projetos por meio de parcerias com empresas privadas, sociedade civil e governos. Apesar de não atender às vítimas diretamente, a entidade oferece informação, soluções e estratégias para a questão da violência sexual contra crianças e adolescentes.
Paula Andrade (Ascom AMB)
Foto: Henrik Garlöv/ Corte Real da Suécia




