Juízes de diversas partes do mundo participaram da 64ª Reunião Anual da União Internacional de Magistrados, em Israel

As ações humanitárias desenvolvidas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), como a Campanha “Sinal Vermelho” e o programa “Nós por Elas” - que resgatou juízas afegãs -, foram apresentadas pela presidente da entidade, Renata Gil, a magistrados de todo o mundo, durante a 64ª Reunião Anual da União Internacional de Magistrados (UIM), em Tel Aviv, Israel. “Por meio desses gestos de solidariedade, demos um exemplo de cooperação ao mundo. Em face de cicatrizes geradas por governos totalitários e antidemocráticos, devemos nos insurgir e valorar nossos objetivos fundamentais de república federativa democrática, zelando pela promoção do bem de todos, sem quaisquer formas de discriminação”, enfatizou a presidente da AMB.

Sobre a “Sinal Vermelho”, Renata Gil contou o passo a passo da aprovação do Pacote Basta, pelo Congresso Nacional. Desde a concepção da ideia durante o período de pandemia, até a sanção da Lei Federal e suas correspondentes nos estados. “Os esforços para a internacionalização dessa Campanha são uma marcha para que todas as nações possam compartilhar e coletar iniciativas bem-sucedidas na luta contra a violência feminina. É uma medida necessária para alcançar a verdadeira igualdade de gênero no mundo”, disse.

No caso do resgate das juízas afegãs, a magistrada destacou que o projeto foi criado para atender ao pedido da própria UIM e da Associação Internacional de Mulheres Juízas. No total, 26 pessoas afegãs (sete magistradas e três magistrados, além de filhos e outros familiares) foram acolhidos. A AMB fez intensas articulações com o Governo para facilitar a concessão dos vistos, diante da gravidade da situação. Hoje, todas estão bem acomodadas, estudando a língua portuguesa e com os filhos na escola.

Ao final do discurso, Renata Gil pontuou que “temos que olhar constantemente para a difícil realidade dos países em lutar contra a desigualdade de gênero e a violência contra as mulheres. Dessa forma, devemos sempre aumentar os esforços internacionais de cooperar para a mitigação desse desafio”.

Além da presidente da associação, a AMB foi representada pela secretária-geral, Julianne Marques; e o secretário-adjunto de Relações Internacionais da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Walter Barone. Ele é um dos atuais vice-presidentes da UIM é também presidente do Grupo Ibero-Americano da UIM.

SOBRE A UIM

A UIM foi fundada em 1953 e tem como principal objetivo a defesa da independência judicial no mundo, como forma de garantia do respeito aos direitos humanos e à liberdade. É uma organização profissional, não-política e internacional que reúne associações nacionais de magistrados. A AMB, inclusive, é uma das sócias-fundadoras. A entidade internacional tem atuado em questões como a perseguição de juízes no Afeganistão, El Salvador, Polônia e Turquia. A UIM atualmente reúne associações nacionais de grupos representativos de magistrados de 94 países dos cinco continentes.

Paula Andrade (Ascom/AMB)

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