Presidente da AMB é homenageada por luta em prol das mulheres e pelo projeto a Justiça não para

Renata Gil recebeu o Diploma Bertha Lutz por indicação do presidente Rodrigo Pacheco
A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, recebeu, nesta quarta-feira (23), o Diploma Bertha Lutz, em reconhecimento às ações desenvolvidas em prol das mulheres, em especial, com relação ao combate à violência doméstica no Brasil e ao projeto A Justiça não para. A cerimônia ocorreu no Plenário do Senado Federal com transmissão ao vivo pela internet.
A magistrada foi indicada para ser homenageada pelo presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco. “Agradeço ao presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG), por minha indicação pelos projetos da campanha “Sinal Vermelho” e da “Justiça não para”, e pela grande oportunidade de ser homenageada ao lado de mulheres admiráveis em suas respectivas áreas de atuação", afirmou Renata Gil.
A farmacêutica bioquímica Maria da Penha Maia Fernandes cuja luta contra a violência contra as mulheres resultou na lei (Lei nº 11.340/2006), que leva seu nome, também foi homenageada. Maria da Penha tornou-se símbolo de luta após ser vítima de uma tentativa de feminicídio e buscar, na Justiça, que seu ex-marido pagasse pelo que fez.
“Essa quebra de legado tem como principal objetivo o compromisso que todos nós deveremos ter com a geração de meninos e meninas para o desenvolvimento e maturidade das suas identidades cidadãs. É necessário romper o ciclo geracional da violência, da desigualdade de gênero, dos vários tipos de violência que cicatrizam o corpo e provoca a marca da humilhação e do constrangimento constante na vida e na alma de todas as mulheres, as impostas limitações ao acesso aos direitos políticos em razão do modelo dominador do patriarcalismo”, afirmou Maria da Penha.
“Que a memória de Bertha Lutz e esta singela homenagem do Senado Federal sirvam sempre de inspiração a cada uma das senhoras que a recebem neste momento, e sintam-se evidentemente todas honradas pelo Senado Federal com a outorga dessa comenda”, finalizou Rodrigo Pacheco.
As 21 destacam em seus respectivos ramos de atuação como empresárias, políticas, pesquisadoras, profissionais de saúde e do direito. Entre as homenageadas estão:
Michele Bolsonaro - primeira-dama do Brasil;
Flávia Arruda - ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República;
Ana Lara Camargo de Castro - procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul;
Wilma de Faria (homenagem póstuma) - ex-governadora do Rio Grande do Norte e ex-prefeita de Natal, que morreu em 2017, de câncer;
Andréa Gadelha – oncopediatra;
Angela Salazar – desembargadora do TJ-MA;
Eva Evangelista – desembargadora do TJ-AC;
Filomena Camilo do Valentim – médica;
Flávia Cintra – jornalista;
Heloísa Murgel Starling - historiadora, cientista política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);
Ilda Ribeiro Peliz - secretária de Modalidades Especializadas de Educação do Ministério da Educação;
Inês Santiago – advogada;
Jocilene Barbosa – professora e pedagoga;
Jurema Pinto Werneck - ativista feminista, médica, comunicóloga e escritora. É co-fundadora da ONG Criola;
Margareth Dalcolmo - médica pneumologista;
Miracy Barbosa de Sousa Gustin - professora associada aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);
Mônica Sifuentes - desembargadora federal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região;
Rosa Geane Nascimento – juíza, comanda as coordenadorias da Mulher e da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE);
Ruth Almeida – chef de cozinha
Diploma
O Diploma Bertha Lutz homenageia a bióloga Bertha Lutz (1894-1976), uma das figuras centrais do movimento sufragista brasileiro, que participou da luta pela emancipação das mulheres na academia, na política, na educação, na cultura e em outras áreas.
Ascom AMB




