Em conversa com o minsitro Salomão (STJ), o ministro aposentado destacou a experiência na Suprema Corte

 

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e diretor do Centro de Pesquisas Judiciais da Associação dos Magistrados Brasileiros (CPJ/ AMB), Luis Felipe Salomão, foi mediador do podcast que homenageia o ministro aposentado Marco Aurélio, que completou, neste mês, 75 anos de idade, e deixou o Supremo Tribunal Federal. O evento foi durante o programa Conversa com o Judiciário, produzido pela Revista Justiça & Cidadania.

O ministro Luis Felipe Salomão elogiou o colega da magistratura como modelo de juiz; exemplo de magistrado; de dedicação plena e exclusiva ao ofício de julgar ao longo de seu exercício na Suprema Corte. “Sempre independente, com posições seguras prestigiando a segurança jurídica, prestigiando os institutos do Direito. Às vezes, voto vencido, às vezes, voto vencedor, mas sempre debatendo, trazendo sua opinião, sua posição para que o julgamento pudesse ser o melhor de cada um”, ressaltou.

Ao longo da conversa, o ministro aposentado Marco Aurélio comentou a trajetória no serviço público que ultrapassa cinco décadas. Ele destacou momentos importantes na carreira – as cinco oportunidades em que ocupou interinamente a presidência da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

O podcast tratou sobre limitações de pedido de vista, de destaque e de liminares, bem como a Justiça Eleitoral. O ministro aposentado ressaltou que a ideia e os primeiros passos da urna eletrônica ocorreram durante a gestão do antecessor dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o então presidente ministro Carlos Velloso. E quando assumiu a presidência do TSE, esteve à frente das primeiras eleições informatizadas no Brasil.

“Eu fui um general nas primeiras eleições informatizadas. E aí havia incógnita sobre a segurança da urna. Fizemos [teste] nas capitais com mais de 100 mil eleitores e foi sucesso absoluto. Com a urna se afasta a mão do homem quanto ao manuseio. Ela está implantada e não vejo porquê retroagir. Se houvesse algum dado negativo, mas até aqui não surgiu”, defendeu.

Ao resumir os 75 anos de idade – 31 de Supremo Tribunal Federal e quase seis décadas de serviço público – respondeu com segurança, que não teve frustrações nem arrependimentos quanto aos pronunciamentos feitos.

“Sempre atuei da mesma forma, com a coragem na síntese de todas as virtudes. Sempre atuei com independência. Completei 55 anos de serviço publico. O que mais gratifica o homem? Servir os seus semelhantes com a pureza da alma e é o que tenho feito. É página virada com o sentimento do dever cumprido, isso que é importante para o homem público”, avaliou o ministro Marco Aurélio.

O ministro Luis Felipe Salomão finalizou ao dizer: “nesse momento em que ele se retira do Supremo Tribunal Federal, mas não da vida jurídica, da vida pública, nós temos que olhar o seu exemplo, mirar no seu passado e seguirmos aperfeiçoando o Poder Judiciário”.

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Daiane Garcez (Ascom)

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