O próximo encontro será no dia 27 de julho para debater a famosa obra “O admirável mundo novo”

O tempo, a espera e o esquecimento. Esses são os verdadeiros protagonistas do livro “O Deserto dos Tártaros”, do autor Dino Buzzati, um dos grandes nomes da literatura italiana. A análise foi feita pela professora de literatura italiana da Universidade de São Paulo (USP) Maria Cecília Casini durante o encontro do Clube de Leitura da AMB, que aconteceu na noite desta quarta-feira (29).

A obra foi publicada originalmente em 1940, ano em que a Italia declarou guerra a nações aliadas, ampliando o conflito da 2ª guerra mundial. Apesar do momento político conturbado, Casini não considera “O deserto dos Tártaros ” uma obra de viés político, mesmo tendo como tema uma guerra. “Foi um grande sucesso o lançamento do livro, mas não creio ter sido pela temática e sua relação com o momento vivido no País”, disse.

No livro, a guerra nunca chega, roubando a juventude do personagem principal, o tenente Giovanni Drogo, que recebe uma missão no forte Bastini. Ele e seus companheiros alimentavam a expectativa de uma invasão estrangeira que nunca acontece.

Mesmo com o sucesso, a professora contou que o livro não foi considerado de grande relevância até pouco tempo atrás, quando passou a ser reconhecido como um clássico da literatura italiana.

“Eu gostei tanto desse livro que comprei outros do mesmo autor para ler também”, contou o desembargador Franco Cocuzza, mediador do encontro.

Para o vice-presidente de Cultura e Tecnologia da AMB, Thiago Brandão, é possível fazer um paralelo entre a vida de concessões, como a vida militar do personagem Giovanni, e a carreira dos magistrados.

O próximo encontro será no dia 27 de julho para debater a famosa obra “O admirável mundo novo”, de Aldous Huxley, publicada em 1932.

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