AMB realizará exposições; conheça as obras

Com 1.235 peças em acervo e 78 mil fotografias, o Museu da Justiça do Supremo Tribunal Federal (STF) está em fase de conclusão. Parceira do projeto, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) terá um espaço dedicado a exposições, onde mostrará a história da magistratura e a evolução do associativismo. Criado em 18 de setembro de 1978, o local fica na Praça dos Três Poderes, na Suprema Corte, e deve ser reaberto ao público em breve.

Conheça o Museu da Justiça do STF.

Ao todo, o local tem 1.500 m². O acervo completo rememora a história e a cultura do Judiciário a partir de peças com mais de 200 anos de história. Entre elas, estão documentos originais das Constituições de 1934, de 1946, de 1967 e de 1988, além de obras da Casa da Suplicação do Brasil, criada em 1808. Ademais, o catálogo inclui insígnias — moedas, medalhas e condecorações — e objetos museológicos, como mobiliário histórico, obras de arte e presentes protocolares, entre outros.

O museu é interativo e digital. O juiz e historiador Claudemiro Avelino de Souza está à frente da catalogação do acervo da AMB e da escolha das peças. É o caso do livro de criação da entidade, que contém a primeira ata. “Identifiquei fotos antigas de magistrados, que ainda não tinham sido catalogadas. Um tesouro! Também pretendemos montar uma linha do tempo para valorizar a figura central, que é o magistrado”, afirmou.

Confira imagens:
Projeto de novas instalações | Acervo STF
Chave dourada, presente da Colômbia | Acervo STF
Salão nobre do STF | Acervo STF
Cópia original da Constituição de 1988 | Acervo STF

Para acompanhar o projeto, a AMB definiu grupo de trabalho em outubro. Além de Claudemiro Avelino de Souza, participam: os vice-presidentes Elayne Cantuária (Assuntos Legislativos), Thiago Brandão de Almeida (Cultura e Tecnologia) e Vera Lúcia Deboni (Políticas Remuneratórias); a secretária-geral, Julianne Marques; o diretor-presidente da Escola Nacional da Magistratura (ENM), Caetano Levi Lopes; o coordenador da Justiça do Trabalho, Antônio Cesar Coelho de Medeiros Pereira; a conselheira fiscal Maria Isabel da Silva; o secretário cultural, Kéops de Vasconcelos Amaral Vieira Pires; e o juiz Carlos Alexandre Bottcher (TJ-SP). “Aguardamos com muita ansiedade, com muita expectativa a reinauguração do museu, que contará a história da justiça brasileira, reverenciando grandes nomes”, declarou Maria Isabel da Silva.

A presidente da AMB, Renata Gil, assinou acordo de cooperação para curadoria compartilhada do local junto ao STF, em 5 de agosto de 2020. “Não temos um museu dedicado ao Poder Judiciário e são muitos documentos históricos que estão espalhados pelo Brasil”, declarou a juíza.

O projeto executivo foi realizado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Além da pactuação entre a entidade e a Corte, o Museu da Justiça conta com contrato de patrocínio entre a AMB e o Banco Regional de Brasília (BRB), com a participação do STF como interveniente e termo de cessão de área do Supremo à instituição financeira.


Melissa Duarte

Assessoria de Comunicação da AMB

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