Premiação visa dar continuidade à luta da magistrada em prol da dignidade humana

Com objetivo de homenagear a memória da magistrada Patrícia Acioli, desembargadores, juízes e autoridades participaram na tarde desta segunda-feira (24) do 9º Prêmio Amaerj Patrícia Acioli de Direitos Humanos. A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, afirmou que premiações como esta “mostram ao mundo que mulheres que lutam por Justiça não serão esquecidas”.

Para Renata, o assassinato da juíza Patrícia foi um atentado contra o governo brasileiro e contra a democracia. “Nove anos depois, infelizmente, nós ainda vemos atentados e tentativas de calar a voz das autoridades brasileiras", disse Renata Gil. "No entanto, prêmios como este homenageiam pessoas que se destacam na sociedade. Assim, elas passam a ser conhecidas e reconhecidas", disse a magistrada. A presidente da AMB também contou que Patrícia queria ver uma revolução na Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj).

A juíza foi assassinada em 2011 por milicianos que estavam sendo julgados por ela. O prêmio que leva seu nome visa dar continuidade à luta da magistrada em prol da dignidade humana e promover um mergulho no amplo universo dos Direitos Humanos e Cidadania.

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