O conselheiro Henrique Ávila, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi o convidado da live que abordou os “Sistemas virtuais de solução de conflitos e o CNJ”, promovida pelo  Laboratório de Inovação e Inteligência (AMB LAB). O desembargador César Felipe Cury, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), e integrante do conselho do Laboratório coordenou a conversa realizada, nessa quarta-feira (24), pelo YouTube. 

“Temos no Brasil uma litigância muito grande, algo que podemos chamar  de sobrenatural, no sentido que foge do que é regular. Cerca de 80 milhões de processos tramitam atualmente no Judiciário brasileiro, segundo o último  relatório Justiça em Números do CNJ e a magistratura brasileira julga em torno de 30 milhões de ações ao ano. Ou seja, não conseguimos vencer essas causas, embora o juiz brasileiro seja o mais produtivo do mundo em termos estatísticos. Temos uma dificuldade enorme de lidar com o  número de processos”, explicou o conselheiro.

Segundo Henrique Ávila, a pandemia provocada pela Covid-19 mostra que  há um incremento da tecnologia na atividade dos magistrados não só necessário, mas perfeitamente possível. “A tecnologia tem facilitado cada vez mais o nosso trabalho”, ressaltou.

Na ocasião, César Cury destacou que os tribunais começaram a investir um pouco mais em inovação e em tecnologia, o que privilegia a solução consensual. “De nada adianta ter muita celeridade e otimização no julgamento das  questões, se elas continuam a surgir cada vez mais. Temos uma convergência única para a gente de inteligência artificial ajudando o Direito, as soluções consensuais e uma tomada de consciência não apenas por parte dos profissionais do Direito, mas para a sociedade em geral”, explicou. Ele complementou com o exemplo do consumidor.gov, o que considera uma experiência positiva.

Confira aqui a live

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