Em seu pronunciamento na abertura do primeiro módulo do webinário tribunal do júri, pandemia e questões complexas, organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), a presidente da AMB, Renata Gil, disse  que imagina "que os tribunais do júri sejam a competência que terá mais dificuldade de funcionar no pós-pandemia, pela necessidade de preservação da incomunicabilidade entre os jurados, o deslocamento e todo o movimento necessário para realização de uma audiência de júri.”

Nesse período, segundo Renata Gil, muitos magistrados têm relatado a dificuldade de realização de videoconferências para esses atos. “O pós-pandemia, com a necessidade de separação, de higienização de ambientes e de alguns lugares sem preparo para isso, será um grande desafio. A Enfam será um grande canal de encaminhamento de todas as necessidades ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, afirmou.

Ao agradecer o convite ao diretor-geral da Enfam, ministro Herman Benjamin, a presidente da AMB elogiou o trabalho dos juízes brasileiros. “A cada dia, os números só crescem. São decisões importantes, que respeitam o ser humano e salvam vidas.  Mais de R$ 350 milhões e mais de 100 milhões de atos praticados pela Justiça destinados ao combate à Covid-19.”

Na ocasião, Renata Gil falou do Ato em defesa da Democracia e do Judiciário, promovido pela AMB, nessa segunda-feira (8), com o objetivo de entregar ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, um manifesto assinado por mais de 200 entidades, a fim de enaltecer a preservação da autonomia e da independência dos Três Poderes. Ela destacou, ainda, o lançamento da campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica, que ocorrerá nesta quarta-feira (10), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e várias entidades. “O ministro Rogério Schietti está nos ajudando, participando, e tem sido um bravo guerreiro na pauta de combate à violência contra mulher”, disse.

No encontro virtual presidido por Schietti, do STJ, foram debatidos precedentes e a consolidação jurisprudencial e o uso de novas tecnologias. O ministro Jorge Mussi, também do STJ, abordou os aspectos complexos na jurisprudência da Corte. O uso de videoconferência para as audiências de instrução foi o tema tratado pela desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA).

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