Em audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), ministro Ricardo Lewandowski, representantes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediram providências para que a Corte retome a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que trata do financiamento de campanha. A medida é considerada importante no esforço e união das instituições para combater a corrupção e a impunidade no país.

Em abril do ano passado, um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes suspendeu o julgamento da ADI que pode colocar fim ao financiamento privado de campanha. “Essa é uma medida muito importante para o país. É muito necessário que esse processo seja priorizado, que o relator, ministro Gilmar Mendes, coloque em pauta, se esforce para agilizar esse processo. A sociedade brasileira não aguenta mais esse modelo de financiamento privado de campanha, pelo qual os mandatos são comprados. Esse modelo privatiza o Congresso Nacional e resulta em grandes prejuízos à administração do Estado e à sociedade brasileira”, destacou o presidente da AMB, João Ricardo Costa.

O ministro Lewandowski disse que vai tomar as providências que lhe couber. Além da audiência com o presidente do Supremo, a CNBB promoveu, no fim da tarde, uma vigília em frente à Corte para que o ministro Gilmar Mendes se sensibilize e devolva o processo ao plenário. “O prazo para a devolução é de duas sessões. Já se passou quase um ano”, lembrou o advogado Marcelo Lavenère, da CNBB.

Márcia Delgado

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