“Encerro meu mandato com a grata sensação de ter contribuído para a criação da Magistratura que almejamos”, diz Fux em despedida no STF

Presidente da AMB, Renata Gil, enalteceu a trajetória do ministro durante evento
Presente na sessão solene realizada na quinta-feira (8) no Supremo Tribunal Federal (STF), a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, discursou no plenário elogiando o trabalho realizado por Fux. “O seu legado é absolutamente gigantesco. A sua história foi gerada nas trincheiras da magistratura. O senhor percorreu todos os degraus da carreira com humanidade, sensibilidade, com conhecimento acadêmico, e de braços dados com a sociedade. Muito obrigada”, disse a magistrada.
Despedida do ministro Luiz Fux
“Quis o destino que, após 40 anos de magistratura, eu assumisse a chefia do Poder Judiciário brasileiro num dos momentos mais trágicos e turbulentos de nossa trajetória recente”, lembrou o ministro Luiz Fux logo no início de seu discurso de despedida do STF. Ele se despede do cargo de presidente da Corte, que será assumido pela ministra Rosa Weber nos próximos dias.
“Não bastasse a pandemia, nos últimos dois anos, a Corte e seus membros sofreram ataques em tons e atitudes jamais vistos na história do país. Não houve um dia sequer em que a legitimidade de nossas decisões não tenha sido questionada, seja por palavras hostis, seja por atos antidemocráticos. Nesse processo de inflexão e de reflexão, mas também de reação e de reconstrução, e mesmo em face das provocações mais lamentáveis, nós jamais deixamos de trabalhar altivamente, impermeável às provocações, para que a Constituição permanecesse como a certeza primeira do cidadão brasileiro, o ponto de partida, o caminho e o ponto de chegada das indagações nacionais”, enfatizou Fux durante o pronunciamento.
O ministro reforçou, ainda, os avanços conquistados pelo Poder Judiciário durante a sua gestão, em especial aqueles voltados para a ampliação do acesso à justiça, da eficiência da função jurisdicional e da concretização dos direitos humanos.
Paula Andrade (Ascom/AMB)




